Professor
(a):Professor (a): DORA DE CASSIA
Turma: 2ª série A, B, C, D e E
Disciplina:
HISTÓRIA
Canal de
resposta: doracassia@professor.educacao.sp.gov.br
Material
utilizado: LIVROS DIDÁTICOS, INTERNET, CADERNO DO ALUNO.
Tarefas:
PESQUISAR E RESPONDER AS ATIVIDADES PROPOSTAS, ATRAVÉS DE LIVROS DIDÁTICOS E
INTERNET.
Orientações:
O aluno deverá responder as atividades propostas, fazer leituras dos textos em
internet e livros didáticos
Observações: O conteúdo está previsto na proposta curricular, o
aluno poderá encontrar atividades no caderno do aluno pagina 59 volume 1
conteúdos para dar continuidade nas atividades
NOME_________________________________________________________________SÉRIE
ATIVIDADES (3)
Leia o Texto
OS ESTADOS ABSOLUTISTAS
Estado absolutista é um regime político
surgido no fim da Idade Média. Também chamado de Absolutismo se
caracteriza por concentrar o poder e autoridade no rei e de poucos colaboradores.
Nesse tipo de governo, o rei está totalmente identificado com o Estado, ou
seja, não há diferença entre a pessoa real e o Estado que governa. Não há
nenhuma Constituição ou lei escrita que limite o poder real e tampouco existe
um parlamento regular que contrabalance o poder do monarca.O Estado Absolutista
surgiu no processo de formação do Estado Moderno ao mesmo tempo que a burguesia
se fortalecia. Durante a Idade Média, os nobres detinham mais poder que o rei.
O soberano era apenas mais um entre os nobres e deveria buscar o equilíbrio
entre a nobreza e seu próprio espaço. Durante a transição do feudalismo para o
capitalismo houve a ascensão econômica da burguesia e
do Mercantilismo. Era
preciso outro regime político na Europa centro-ocidental que garantisse a paz e
o cumprimento das leis. Por isso, surge a necessidade de um governo que
centralizasse a administração estatal. Desta maneira, o rei era a figura ideal
para concentrar o poder político e das armas, e garantir o funcionamento dos negócios.
Nesta época, começam a surgir os grandes exércitos nacionais e a proibição de
forças armadas particulares.
Exemplos de Estados Absolutistas
Ao longo da história,
com a centralização do Estado Moderno, várias nações passaram a formar Estados Absolutistas. Eis
alguns exemplos:
França
Considera-se a
formação do Estado francês sob reinado dos reis Luís XIII (1610-1643) e do rei
Luís XIV (1643-1715) durando até a Revolução Francesa, em 1789.Luís XIV limitou o poder da nobreza, concentrou as
decisões econômicas e de guerra em si e seus colaboradores mais próximos.
Realizou uma política de alianças através de casamentos que garantiu sua
influência em boa parte da Europa, fazendo a França ser o reino mais relevante
no continente europeu. Este rei acreditava que somente "um rei, uma lei e
uma religião" fariam prosperar a nação. Deste modo, inicia uma perseguição
aos protestantes.
Inglaterra
A Inglaterra passou um
longo período de disputas internas devido às guerras religiosas, primeiro entre
católicos e protestantes e, mais tarde, entre as várias correntes protestantes.
Este fato foi decisivo para que o monarca concentrasse mais poder, em detrimento
da nobreza. Grande exemplo de monarquia absolutista inglesa é o reinado de
Henrique VIII (1509-1547) e o de sua filha, a rainha Elizabeth I (1558-1603)
quando uma nova religião foi estabelecida e o Parlamento foi enfraquecido. A
fim de limitar o poder do soberano, o país entra em guerra e somente com
a Revolução Gloriosa estabelece as bases da monarquia constitucional.
Espanha
Considera-se que a
Espanha teve dois períodos de monarquia absoluta. Primeiro, durante o reinado
dos reis católicos, Isabel e Fernando, no final do século XIV, até o reinado de
Carlos IV, que durou de 1788 a 1808. Isabel de Castela e Fernando de Aragão governaram sem nenhuma constituição.
De todas as formas, Isabel e Fernando, deviam estar sempre atentos aos pedidos
da nobreza tanto de Castela como de Aragão, de onde procediam respectivamente.
O segundo período é o reinado de Fernando VII, de 1815 -1833, que aboliu a
Constituição de 1812, restabeleceu a Inquisição e retirou alguns direitos da
nobreza.
Portugal
O absolutismo em
Portugal começou ao mesmo tempo que se iniciavam as Grandes Navegações. A prosperidade trazida com os novos produtos e os metais
preciosos do Brasil foram fundamentais para enriquecer o rei.O reinado de Dom
João V (1706-1750) é considerado o auge do estado absolutista português, pois
este monarca centralizou na coroa todas as decisões importantes como justiça, o exército e a economia.O absolutismo em Portugal duraria até a Revolução Liberal do Porto,
em 1820, quando o rei Dom João VI (1816-1826) foi obrigado aceitar uma mesma
religião, como fez Henrique VIII, na Inglaterra A
teoria que embasava o absolutismo era o "Direito Divino". Idealizada
pelo francês Jacques Bossuet (1627-1704), sua origem estava na Bíblia. Bossuet
considera que o soberano é o próprio representante de Deus na Terra e por isso
deve ser obedecido. Os súditos devem acatar suas ordens e não as questionar.
Por sua vez, o monarca deveria ser o melhor dos homens, cultivar a justiça e o
bom governo. Bossuet argumentava que se o rei fosse criado dentro dos
princípios religiosos necessariamente ele seria um bom governante, porque suas
ações seriam sempre em benefício dos súditos.
Teóricos do Estados Absolutista
Além de Bossuet,
outros pensadores desenvolveram suas teses a respeito do Absolutismo.
Destacamos Jean Boudin, Thomas Hobbes e Nicolau Maquiavel.
Jean Boudin
A doutrina da
soberania do Estado foi descrita pelo francês Jean
Bodin (1530 - 1596). Essa teoria defende que o
poder supremo era concedido por Deus ao soberano e os súditos devem somente obedecê-lo.
Por esse pensamento, o rei é considerado o representante de Deus e só deve
obediência à Ele. A única restrição para o poder do rei seria sua própria
consciência e a religião que deveria pautar suas ações. Neste modelo de estado
absolutista, segundo Bodin não havia nada de mais sagrado que o rei.
Thomas Hobbes
Um dos principais
defensores do absolutismo foi o inglês Thomas
Hobbes (1588-1679). Hobbes defendeu, em sua
obra "Leviatã", inicialmente, os seres humanos viviam no
estado de natureza, onde havia a "guerra de todos contra todos”. A fim de
viver em paz, os homens firmaram uma espécie de contrato social, renunciariam à
sua liberdade e se submeteriam à uma autoridade. Em troca, receberiam a
segurança oferecida pelo Estado e a garantia que a propriedade privada seria
respeitada.
Nicolau Maquiavel
O florentino Nicolau Maquiavel (1469-1527) resumiu na sua obra "O Príncipe" a separação da
moral e da política. Segundo Maquiavel, o líder de uma nação deveria usar de
todos os meios para se manter no poder e governar. Por isso, descreve que
monarca pode lançar meios como a violência a fim de assegurar sua permanência no
trono.
ATIVIDADES
1-De acordo com o
texto responda as seguintes questões
a-O que aconteceu
durante a transição do feudalismo para capitalismo?
b-Quais foram os dois
períodos da monarquia absolutista na Espanha?
2.Faça uma pesquisa
sobre o papel da Rainha Isabel na Expansão Marítima e os desdobramentos da
história de Colombo. E responda:
a) Por qual motivo a centralização política e a formação dos
Estados-nacionais ibéricos foi fundamental para que Portugal e Espanha saíssem
à frente das Grandes Navegações?
b) Qual era a importância das descobertas de
além-mar e do comércio, após a Expansão Marítima para a manutenção do poder
real?
c) Como eram as viagens marítimas da Europa para a América? Por que
tantos navegadores se arriscavam fazendo esses trajetos e quais eram as
relações entre exploradores e patrocinadores das viagens marítimas?
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