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quinta-feira, 18 de junho de 2020

ATIVIDADE 6 - 1ª E, F e G - PROFª ARIELLA

Professora Dra: Ariella

Turmas: 1ª E, F e G (noturno)

Disciplina: SOCIOLOGIA

Canal de resposta: ariellaaraujo@professor.educacao.sp.gov.br  ou no Google Classroom

Prazo de envio: até 29/06/2010

Período de envio: 15/06 à 19/06/20

Plantão de dúvidas

1E: Quinta-Feira das 22h15  às 22h50. Sexta Feira das 21h30 às 22h15)

1F: Segunda-Feira das 19h00 às 19h45. Sexta-Feira das 21h30 às 22h15)

1G:Segunda-Feira das 20h45 às 21h30. Quinta-Feira 4 das 10h20 às 11h05)

 

Google Classroom

1) Endereço de acesso: https://classroom.google.com/  ou pelo aplicativo Centro de Mídia São Paulo (gratuito)

2) Formas de acesso:

a) Através do e-mail institucional do aluno

Tutorial acesso ao e-mail institucional:
https://www.youtube.com/watch?v=3YLv2Xwod44

b) com código de ingresso

1E: fsgmhh3

1F: 2diljtc

1G: 43b3zuo

 

Material utilizado

São Paulo Faz Escola (Caderno do Aluno, aqui anexado), livro Sociologia em Movimento (também aqui anexado) e Aula do Centro de Mídia São Paulo (CMSP)

 

Tarefa 1

Ler o capítulo anexado que trata de As diferentes formas de conhecimento, do livroSociologia em movimento e fazer um resumo.  Essa é uma sequência da atividade anterior sobre o Senso Comum X Sociologia de modo a levar o/a aluno/a compreender a diferença entre Senso Comum e os métodos de investigação da Sociologia.

 

Objetivo

Compreender que a vida em sociedade é uma construção humana, ou seja,que não é natural, algo pertencente ao campo da natureza. Descontruir/Desnaturalizar ideiascomo, por exemplo, “as coisas são assim porque a natureza fez assim” ou “porque entidades divinas assim fizeram” que permeiam a mentalidade social/senso comum em favor de um olhar a partir de elementos concretos (empírico), baseados em procedimentos científicos e na explicação da realidade.  Distinguir os diferentes tipos de conhecimento.

 

Habilidades

Desenvolver a consciência de que não há olhar natural; todos os olhares são sempre construções sociais e distinguir os diferentes tipos de conhecimento

 

Orientações

1)      Ler o capítulo As diferentes formas de conhecimento (páginas 19 a 25)

2)      Assistir a vídeo-aula dada no CMSP dia  21/05/2020 sobre o que é “natural” e o que “estranho”

https://www.youtube.com/watch?v=tiFpcSPsc6c

3)      Checar o box-resumo aqui exposto

4)      Fazer um resumo

 

 

Observações:

São duas atividades: 1) ler o capítulo anexado; 2) fazer um resumo. Fiquem atentos aos prazos de envio e ao plantão de dúvidas. As atividades são utilizadas para controle de frequência, ou seja, para não ficarem com faltas, entreguem as atividades.Coloquem no assunto do e-mail (se enviar por e-mail a atividade)Atividade 6, Nome e Série para que seja rapidamente identificada. Caso não tenham computador em casa são aceitas as atividades feitas no caderno/apostila por meio de fotos. Peço que procurem ingressar no Google Classroom para entrega de atividades e plantão de dúvidas presentes no aplicativo Centro de Mídia SP, dúvida escrevam no e-mail

 

Box-Resumo:O Senso Comum X Sociologia

 

Senso Comum: Senso Comum se caracteriza por opiniões pessoais, generalizantes, em coisas aparentes, sem fundamentos no real. Ou seja, julgam-se coisas ou fatos específicos como se fossem coisas ou fatos universais. Enfim, falsas certezas sem fundamentação científica, como por exemplo, “todo bandido é favelado”, “todo político é corrupto”, “o povo brasileiro é preguiçoso”, “tudo o que vem de fora do país é melhor”, “o Sol é menor do que a Terra e é ele que gira ao redor dela”, etc. Pegando o exemplo do Sol, esse tipo de visão pode parecer correta, já que partimos da própria Terra como ponto de referência e a forma como observamos pode parecer que essas afirmações são corretas. Porém, só parece, pois a Astronomia (ramo da Física) com seus cálculos matemáticos e suas considerações físicas verifica na realidade que o Sol é muitas vezes maior que a Terra, e desde Nicolau Copérnico confirma-se na realidade que é a Terra que se move em torno do Sol (teoria do Heliocentrismo). Da mesma forma que este simples exemplos, a Sociologia recorrentemente defronta-se com o senso comum das pessoas, desdobrando-se em imobilidades, discriminações e preconceitos.

 

Características do Senso Comum:

 

1) imediatista: o senso comum caracteriza-se, muitas vezes, por ser extremamente simplista e despreocupado quanto ao emprego de definições e terminologias. Não é, portanto, fruto de uma reflexão cuidadosa;

 

2) superficial: a superficialidade dessa forma de conhecimento está relacionada com o fato de que ele se conforma com a aparência, com o que lhe é familiar, permanecendo na superfície das coisas;

 

3) acrítico: outra característica é o fato de ele ser, muitas vezes, uma forma de conhecimento acrítico, ou seja, não estabelece uma visão aprofundada do que vê, não questiona o que é dito;

 

4) cheio de sentimentos: muitas vezes, nossa visão da realidade é excessivamente marcada pelas nossas emoções, e as emoções normalmente tiram a objetividade da pessoa, pois são pessoais e não estão baseadas na razão. Elas podem nos fazer agir de forma irracional;

 

5) cheio de preconceitos: ele também é, muitas vezes, repleto de preconceitos. O preconceito é o conceituar antecipadamente, ou seja, é a atitude de achar que já se sabe algo, sem realmente conhecê-lo, valendo-se de explicações prontas repletas de juízos de valor. Portanto, a atitude preconceituosa em relação à realidade e a tudo o que a cerca é aquela da pessoa que julga sem conhecer, com base no que acredita que é ou no que deva ser.

 

Tais características estão intimamente relacionadas, pois alimentam umas às outras. Desse modo, se quisermos construir um conhecimento coerente e consistente, precisamos afastar as pré-noções e os julgamentos de valor que estão presentes no senso comum. Por que é preciso se distanciar do olhar do senso comum para desenvolver um olhar científico? O olhar que se afasta de tais características relacionadas ao senso comum é o olhar do estranhamento

 

 

O processo de construção do Olhar Sociológico   não é igual ao olhar de um historiador, de um geógrafo, ou de um filósofo. Sendo assim, qual seria a sua especificidade/diferença? É aqui que a palavra estranhamento ganha destaque. Para a construção do olhar sociológico, é preciso adotaruma atitude de estranhamento perante a realidade. Dito de outro modo:  é preciso desnaturalizar o nosso olhar. Mas como desnaturalizar o nosso olhar? Através do treino! É preciso treinar esse “olhar” como primeiro passo do exercício do olharsociológico e isso acontece por meio doestranhamento diante de situações do cotidiano. Estamos acostumados a encarar tudo como natural, como se o mundo e as coisas que nos cercam fossem “naturais” e sempre foram assim. Para desenvolver um olhar sociológico é preciso quebrar tal forma de encarar a realidade. O olhar de estranhamento tem a ver com a observação da realidade e com a compreensão de que o nosso olhar nunca é neutro, ou seja, as nossas interpretações são baseadas na nossa socialização (você vai aprender sobre isso mais tarde) dentro de instituições sociais, como família, escola, igreja, associações de bairro, etc. Portanto, não é um simples olhar, porque são carregados de pré-noções, ensinamentos, que podem ser positivas ou negativas. Nesse sentido, o estranhamento nos ajuda a ter consciência disso. O objetivo da Sociologia é debruçar-se preconceitos e pré-noções, identifica-los e ressignifica-los (dar significado diferente)

 

Mas o que é uma atitude científica em Sociologia?É a atitude de, a partir da constatação de um problema social, observar os fatos e a realidade dos indivíduos e grupos, suas relações, formular uma hipótese de explicação, pesquisar e estudar com maior profundidade o assunto e, ao final, pronunciar leis ou tendências de que um fato possa ocorrer em razão de determinados motivos.

 

Exemplo de uma atitude científica em Sociologia: primeiro, delimitados um problema social como o desemprego (é “social” porque atinge vários indivíduos). Depois formulamos uma hipótese como “a política econômica de um governo promove o desemprego”. Em seguida, passamos a observar a realidade utilizando dados estatísticos em mãos, pesquisas com desempregados para ver os motivos que levaram ao desemprego e etc.

 

O que esses dados, e outros materiais utilizados revelam? Eles servem para comprovar ou refutar a nossa hipótese inicial e assim verificamos se determinadas decisões políticas governamentais tendem a provocar o desemprego em massa num país.

 

Outro exemplo: as possíveis causas da violência. Ao contrário do senso comum, não devemos partir para generalizações ao primeiro contato com um fenômeno social. É necessário investigar as relações entre os fatos e acontecimentos e também suas raízes históricas, como, por exemplo, a questão do racismo na sociedade brasileira. Certamente, este fenômeno social tem fortes raízes na escravidão, mas principalmente nas relações que o homem branco europeu estabeleceu com os povos africanos e indígenas a partir do século XV. Portanto, posteriormente, trabalharemos com várias teorias sociológicas, conceitos e temas que nos ajudam a exercitar a nossa imaginação sociológica. Ou seja, vamos partir do senso comum sobre como são entendidos os fenômenos sociais, sobre as relações que existem entre os indivíduos e problematizar esse senso comum. E aquilo que pode nos parecer “natural” nas relações sociais pode ser “desnaturalizado”, deixando de ser visto como natural e até mesmo imutável, para ser compreendido como é, algo social; ou, como nos diz Wright Mills, para compreender nosso mundo cotidiano, vamos olhar além dele.

 

A importância do estudo da Sociologia: em que medida a Sociologia pode contribuir para a sua formação pessoal? Dizer que é formar criticamente os cidadãos pode assumir diferentes conotações/significados. Para além dessa dimensão da formação, bastante controversa, a principal contribuição da Sociologia consiste na oportunidade de aproximar esse campo de saber com as nossas preocupações e compreendê-las. A desnaturalização de fenômenos sociais é a maior contribuição que a Sociologia pode dar à formação dos jovens. Desnaturalizar os fenômenos sociais significa não perder de vista a sua historicidade, que nem sempre as coisas foram assim e que são frutos de decisões e essas decisões são tomadas em função de interesses.Esse exercício também depende do nosso distanciamentodaquilo que nos rodeia, das coisas com as quais participamos, para focalizar as relações sociais sem estarmos envolvidos. Significa considerar que os fenômenos sociais não são imediatamente conhecidos e assim procura explicar as suas causas que estão além do sujeito, isto é, buscar as causas externas a ele, mas que têm implicações decisivas sobre ele.

 

 

 


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