sexta-feira, 26 de junho de 2020

ATIVIDADE 7 - 8º A, B e C - PROFª MARCIA REGINA

Professor (a): Márcia Regina

Turma: 8º A, B e C

Disciplina: História

Canal de resposta: E-mail  marciareginagalvao@professor.educacao.sp.gov.br

Prazo de envio:  entregar até  10/07/2020

Período de envio: 22/06 à 26/06/2020

 

Habilidade a ser desenvolvida:

EF08HI12) Caracterizar a organização política e social no Brasil desde a chegada da Corte portuguesa, em 1808, até 1822 e seus desdobramentos para a história política brasileira.

 

Material utilizado:

Material que será utilizado para as atividades volume 2 – parte 2 do São Paulo Faz Escola ( Ciências Humanas – História) as Aulas do CMSP. Livro Didático de História , Dicionário. Blog da Escola.  Google Classroom.


Tarefas:

1.      Assistir as aulas de História pela TV ou pelo aplicativo

2.      Ler o resumo  sobre as Transformações no Brasil com a chegada da Corte.

3.  Consultar o Livro didático de História Capítulo 8 a partir da página 134. A Transferência da Corte Portuguesa para o Brasil.

4.      Consultar o dicionário em caso de necessidade para palavras desconhecidas

5.      Ler os textos, imagens e responder as questões das páginas 47, 48 e 49  da apostila  vol. 2 – parte 2 São Paulo faz Escola.


Orientações:

Google Classroom / Google sala de aula  - estarei disponibilizando também nesta plataforma as atividades, arquivos e links como forma de interação e também como uma ferramenta a mais para complementar nossas  aulas à distância.

1.       Endereço de acesso do Google Classroom :https://classroom.google.com/ou pelo Centro de Mídias de São Paulo (gratuito)

2.       Formas de acesso :  acessar pelo e-mail institucional de vocês :  como obter este e-mail segue o tutorial.

https://www.youtube.com/watch?v=3YLv2Xwod44

b)       Ou acessar com os códigos das turmas ( assim também conseguem ingressar)

Código da turma vhrr5cs     8º ano A

Código da turma 2vhecqn   8º ano B

Código da turma 2gtsfwm  8º ano C

 

Observações:

Disponibilizarei  no Google sala de aula todas as atividades desenvolvidas ,  conto com a participação de todos.

As postagens das atividades via e-mail  ou ainda pelo whats app 95956-8441 – identifique-se, colocando nome,  número e série a caneta se for fotos do caderno, o mesmo serve para o digitalizado.


Resumo:

 

Carta Régia de 28 de janeiro de 1808

“Conde da Ponte, do meu Conselho Governador e Capitão General da Capitania da Bahia. Amigo: Eu, o Príncipe Regente vos envia muito saudar, como aquele que amo. Atendendo à representação, que fizestes subir à minha Real Presença, sobre se achar interrompido e suspenso o comércio desta Capitania, com grave prejuízo dos meus vassalos e da minha Real Fazenda, em razão das críticas e públicas circunstâncias da Europa; e querendo dar sobre este importante objeto alguma providência pronta e capaz de melhorar o progresso de tais danos: sou servido ordenar interina e provisoriamente, enquanto não consolido um sistema geral que efetivamente regule semelhantes matérias, o seguinte”:

Primo: Que sejam admissíveis nas Alfândegas do Brasil todos e quaisquer gêneros, fazendas e mercadorias transportadas, em navios estrangeiros das Potências, que se conservam em paz e harmonia com minha Real Coroa, ou em navios dos meus vassalos, pagando por entrada vinte e quatro por cento, a saber: vinte de direito grossos, e quatro do donativo já estabelecido, regulando-se a cobrança destes direitos pelas pautas, ou aforamento, porque até o presente se regulam cada uma das ditas Alfândegas, ficando os vinhos, águas ardentes e azeites doces, que se denominam molhados, pagando o dobro dos direitos, que até agora nelas satisfaziam.

Segundo: Que não só os meus vassalos, mas também os sobreditos estrangeiros possam exportar para os Portos, que bem lhes parecer a benefício do comércio e agricultura, que tanto desejo promover, todos e quaisquer gêneros e produções coloniais, a exceção do pau-brasil, ou outros notoriamente estancados, pagando por saída os mesmos direitos já estabelecidos nas respectivas Capitanias, ficando entretanto como suspenso e sem vigor todas as leis, cartas régias, ou outras ordens que até aqui proibiam neste Estado do Brasil o recíproco comércio e navegação entre meus vassalos e estrangeiros. O que tudo assim fareis executar com zelo e atividade que de vós espero".Fonte: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo Vol. IX

Para assinar esta carta régia, Dom João baseou-se fundamentalmente em conselhos econômicos de brasileiros mormente do Visconde de Cairú, visto que ele estava sem contato com seus conselheiros da corte portuguesa, pois os navios se separaram e se perderam uns dos outros durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico.

Basicamente a carta trata das entradas e saídas de mercadorias das capitanias do Brasil. Ou seja, desta data em diante quaisquer produtos transportados por embarcações em navios que estivessem em paz com Portugal, eram admitidos na alfândega brasileira desde que pagassem uma taxa de 24% sobre o valor das mercadorias. Súditos portugueses e comerciantes estrangeiros também poderiam exportar suas mercadorias para qualquer porto amigo de Portugal.

Ainda na Bahia, antes da família real vir para o Rio de Janeiro, foi criada em 18 de fevereiro de 1808 a primeira Escola de Medicina (Escola de Cirurgia e Obstetrícia). Criou facilidades para a fundação de uma fábrica de vidros. Autorizou a criação da primeira companhia de seguros do Brasil.

Em 7 de março de 1808 chegam ao Rio de Janeiro.

Às quatro horas da tarde do dia 8 de março de 1808, a família real desembarcou. Dom João desceu do navio Príncipe Real e passou para um bergantim (uma embarcação de pequeno porte) e assim pode aportar ao cais. Ao mesmo tempo Dona Carlota e os filhos desceram do navio Afonso d´Albuquerque, apenas Dona Maria permaneceu a bordo. Só no dia 10 de março Dom João volta ao navio Príncipe Real para acompanhar o desembarque da mãe.

A família real portuguesa desembarcou no antigo cais do Largo do Paço na atual Praça XV no Rio de Janeiro. O cais ficava onde hoje existe a construção em forma de pirâmide (Chafariz da Pirâmide), mais tarde toda essa parte foi aterrada levando o atual cais das barcas Rio-Niterói para mais longe. A esquadra fundeou na Ilha das Cobras.

Em 1º de abril de 1808 influenciado pelo Visconde de Cairú (José da Silva Lisboa, pai de Bento Lisboa), decreta a liberdade de comércio no Brasil e revoga a proibição da construção de fábricas.

Em 28 de abril de 1808 criou o ensino médico no Rio de Janeiro. Em 10 de maio de 1808, através de um alvará, a Casa da Relação é elevada à categoria de Casa de Suplicação tendo as mesmas funções da de Lisboa, ou seja, a de tribunal superior, de última instância cabendo ao Desembargador do Paço a missão de legislar e interpretar leis.

Em 13 de maio de 1808, por decreto inaugura o surgimento da imprensa brasileira com a fundação da Imprensa Régia. Mais tarde passa a chamar-se Imprensa Nacional.

Atualmente é sediada em Brasília, vinculada ao Ministério da Justiça e possui uma gráfica responsável pela impressão de todos documentos oficiais do governo brasileiro.

Também em 1808, criou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (no bairro de mesmo nome), contando hoje o herbário com 380.000 amostras de plantas, um acervo vivo de 8.200 espécies registradas, 6.100 amostras de frutos, 6.400 amostras de madeiras, 150 amostras de plantas medicinais e uma biblioteca com mais de 66.000 volumes firmando-se, assim, internacionalmente, como centro científico.

Ainda em 1808 surge o primeiro jornal brasileiro, a Gazeta do Rio de Janeiro.

Em 4 de agosto de 1808, através de um alvará, cria o Banco Público com a finalidade de trocar barras de ouro ou ouro em pó, por moedas.

Em 15 de setembro de 1808, os administradores portugueses proclamam aos habitantes de Lisboa, que o país estava livre de Napoleão e que "a bandeira nacional flutua em toda a parte do reino" e pedem a todos darem vivas ao Príncipe Regente. Dom João, levou meses para receber essa notícia.

Dom João envia tropas para invadir a Guiana Francesa, 700 homens vindos do Pará comandados pelo Tenente-Coronel Manuel Marques. Pelo mar recebem apoio da esquadra inglesa, sob o comando de James Lucas Yeo, a bordo da Corveta Confiance, chefe das forças navais.

Em 12 de outubro de 1808, cria o primeiro Banco do Brasil, com um capital inicial de 1.200 contos.

Em 1º de dezembro de 1808, as tropas navais desembarcam na costa da Guiana Francesa.

Em 15 de dezembro de 1808 as tropas lusitanas travam seu primeiro combate na Guiana às margens do Rio Aproak. Ao mesmo tempo duas embarcações francesas são apreendidas.

Em 27 de dezembro de 1808, as tropas inglesas e portuguesas partem para conquistar as principais fortificações francesas no Rio Maroni.

Em 1809, Napoleão invade novamente Portugal. Mais uma vez as tropas francesas foram expulsas.

Em 6 de janeiro de 1809, as tropas de ocupação conquistam o Forte Diamante na Guiana.

Em 7 de janeiro de 1809, as tropas conquistam o Forte Degrad-des-Cannes.

Em 8 de janeiro de 1809, conquistam o Forte Trió.

Em 12 de janeiro de 1809, o governador francês da Guiana, assina na Cidade de Bourda a rendição.

Em 14 de janeiro de 1809, tropas inglesas e portuguesas marcham pela capital Caiena.

Como mandava as boas maneiras da guerra na época, o ex-governador francês da Guiana foi conduzido pela embarcação Dom Pedro, comandada pelo capitão-de-fragata Luís da Cunha Moreira.

A Guiana passa a ser administrada por João Severiano da Costa (mais tarde Marques de Queluz), que durante os 8 anos de sua administração mandou para o Brasil diversas especiarias e frutos, como a noz moscada, o cravo-da-índia, a fruta pão, mudas de nogueira, da camboeira, do abacateiro e da cana caiena, muito superior a cana cultivada na época no Brasil.

Em 1810, houve mais uma tentativa de invasão a Portugal por parte de Napoleão, desta vez suas tropas nem conseguem chegar a Lisboa, sendo perseguidos até a fronteira pelas tropas portuguesas e inglesas.

No dia 4 de dezembro de 1810, através de uma Carta de Lei, Dom João cria a Academia Real Militar na Corte e Cidade do Rio de Janeiro, atual Academia Militar das Agulhas Negras.

Dom João criou o que hoje seria hoje a Policia Militar.

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