Professor (a):Marcio Kalikrates
Turma: 1ª A, B, C, D, E, F e G
Disciplina: Geografia
Canal de resposta: Blog nos comentários abaixo dessa atividade - kalikrates@prof.educacao.sp.gov.br
Prazo de envio: até 15 dias após a postagem
Período de envio: 22/06 a 26/06/20
Material utilizado:
Livro de pesquisa, canal YOU TUBE – (Influencer Pedagógico
-Millenium (Link: acompanhar no blog o indicado)
Filmes, revistas, Centro de Midias
@ Atividades podem ser enviadas através do email: kalikrates@prof.educacao.sp.gov.br
Tarefa: 4 – Retomando conteúdo.
Atividade
diagnóstica
Com base nos textos e conteúdos trabalhados,
seguem exercícios para estudo e pesquisa, você pode buscar suas
respostas em seus arquivos, livros, cadernos do aluno. Fiquem atentos, esta
atividade de estudo tem o objetivo de promover o espírito de pesquisa e ciência
levando o saber como significado de uma aprendizagem significativa.
Att
Prof
Kali
CURIOSIDADE
Na antigüidade, quando não existia
equipamentos eficientes de medida, as pessoas atribuíam os fenômenos da
natureza a um desejo divino. Acreditava-se que tudo fosse obra e vontade dos
deuses, e portanto os seres vivos não teriam controle. Ao longo do tempo,
muitas e diferentes explicações foram dadas a estas inquietações. Acreditava-se
que existia no interior da Terra grandes reservatórios de água, sendo que os
maiores formariam rios e os menores dariam origem a lagos e córregos.
Acreditava-se também que deuses e deusas carregavam grandes potes e derramavam
água para formar rios. Aristóteles (representado na figura), que viveu três
séculos antes de Cristo, não concordava com essas idéias, dizia que se os rios tivessem
sua origem no interior da Terra, não haveria depósitos com volumes suficientes
para fornecer água constantemente. Sua opinião era que "as regiões
montanhosas e elevadas são semelhantes a uma esponja: filtram a água gota a
gota, que cai em forma de chuva em vários locais, e a distribui para as
nascentes dos rios". Além disso, Aristóteles relacionava a umidade do ar
com a formação de gotas e das chuvas. Dizia ele: "Aquilo que envolve a
Terra não é apenas ar, mas uma espécie de vapor, e isto é que explica que ele
se transforme de novo em água". Aristóteles sabia portanto que a água tem
um ciclo, ou seja, ela passa por transformações, mas é sempre a "mesma
água". Três séculos depois de Aristóteles, o poeta e filósofo romano
Lucrécio escreveu um poema chamado "Sobre a Natureza". Segundo
o autor, as águas salgadas do mar infiltram-se pela terra, perdem seu sal, e
formam os rios que voltam ao mar. O que não era explicado era como a água no
interior da terra conseguiria subir até o alto da montanha para formar uma
nascente.
Todas estas idéias podem até parecer absurdas hoje em dia, porém
é necessário respeitá-las, uma vez que os fenômenos eram apenas observados e as
primeiras medidas muito imprecisas. Percebemos portanto que a ciência não tem
respostas definitivas e que as explicações devem-se a um conjunto de
informações investigadas ao longo da história.
1) Faça uma comparação entre o
ciclo hidrológico (gráfico abaixo) com o texto acima; escreva um texto e de um
titulo a ele.
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Amazônia detém 20% das
águas fluviais do mundo
Márcio Masatoshi Kondo*
Especial para a Folha de S.Paulo
Na bacia amazônica, que cobre
uma área de 7,05 milhões de km² no Brasil, na Guiana, no Suriname, na Guiana
Francesa, na Venezuela, na Colômbia, no Peru, na Bolívia e no Equador, com sua
maior parte (3.904.392,8 km²) no Brasil, circulam cerca de 20% das águas
fluviais do mundo.
A floresta amazônica,
batizada como hiléia por Humboldt, ocupa 5 milhões de km² da área da bacia, e
90% dela está assentada em terras firmes. Nelas, a floresta possui árvores
altas (
Com 30 mil espécies de
plantas e 2,5 mil de árvores, ela está sendo ameaçada pela ação das
madeireiras, dos garimpos e da ocupação agropecuária desordenada. Cerca de 15%
da floresta já foi devastada. A exploração dos 70 bilhões de m³ de madeira
comercializável é feita por mais de 2.000 madeireiras; apesar de o solo da
floresta ser considerado pobre, a colonização agrícola, a pecuária e a cultura
da soja destruíram, por derrubada e queimada, mais de 320 mil km² na Amazônia
Legal (AC, AM, AP, PA, RO, RR,TO, MT e oeste do MA) ao longo, principalmente,
das rodovias de penetração (BR-010, BR-222, BR-230, BR-319 e BR-364); os
garimpos de ouro e cassiterita (estanho) no Pará, em Rondônia, no norte de Mato
Grosso e no Amapá abriram enormes clareiras na floresta e poluíram os rios.
Recentemente, foi sugerido
o uso de agentes químicos e de um fungo para destruir as plantações de coca na
Colômbia, sem que se saiba quais poderiam ser as conseqüências ambientais.
As indústrias farmacêutica
e de cosméticos também agem na hiléia, pesquisando, muitas vezes
clandestinamente (biopirataria), insetos, plantas e animais que podem gerar até
US$ 50 bilhões.
Além disso, as guerrilhas
colombianas (Farc, ELN, AUC), ligadas aos narcotraficantes, ao fugir do
Exército da Colômbia _que conta com apoio dos Estados Unidos, ameaçam invadir o
espaço brasileiro, criando um risco de vietnamização da área. A revitalização
do Projeto Calha Norte mostra a preocupação dos militares com a segurança
regional. Idealizado em 1985, em meio às tentativas dos países ricos de criar
uma zona de exclusão na Amazônia (região pouco populosa e povoada, sem
infra-estrutura, mal demarcada e sem vigilância, com problemas sociais e
ambientais), o projeto pretendia ocupar e desenvolver ordenadamente a região
norte da área.
Com poucos recursos, o
projeto restringiu-se à proteção dos
REFLITA E ANALISE
Considere a canção “Água”, de Paulo Tatit e Arnaldo Antunes.
Da nuvem até o chão,
Do chão até o bueiro,
Do bueiro até o cano,
Do cano até o rio,
Do rio até a cachoeira...
Da cachoeira até a represa,
Da represa até a caixa d’água,
Da caixa d’água até a torneira,
Da torneira até o filtro,
Do filtro até o copo.
Do copo até a boca,
Da boca até a bexiga,
Da bexiga até a privada,
Da privada até o cano,
Do cano até o rio...
Do rio até outro rio,
Do outro rio até o mar,
Do mar até outra nuvem....
(SILVEIRA, Ieda. A Geografia da gente. São Paulo: Ática,
2003. P. 8)
A letra da canção faz referência
a) ao ciclo da água e à ação do homem sobre a
natureza.
b) à rede hidrográfica e ao consumo inadequado da água.
c) à rede de esgoto e à ação da natureza sobre o homem.
d) à bacia hidrográfica e à submissão do homem à natureza.
e) ao abastecimento de água e ao sistema de canalização de esgoto.
(GASPAR, Alberto. Física. Vol. 2. São Paulo: Ática, 2
000. P. 63)
Água é sinal de vida
Márcio Masatoshi Kondo*
Especial para a Folha de S.Paulo
Vista da vastidão do
espaço, a Terra é um planeta admirável: sob a luz do Sol, ela é azul e
recoberta por água (nos oceanos, geleiras, rios, cumes das montanhas e
atmosfera) e, à noite, mostra pontos de luz não-natural.
Alguns sensores indicariam
fontes de energia, emanações gasosas e emissões de sinais eletromagnéticos. Em
outras palavras, a Terra não só possui condições favoráveis para sustentar
vida; possui vários indícios de vida inteligente.
Quando olhamos para o
espaço e pensamos na possibilidade de vida em outros planetas, nós nos
lembramos da água: "Sinais de água em Marte!"; "Satélites são
cobertos de gelo!".
Quando olhamos para o
passado da humanidade, recordamos as grandes civilizações que floresceram às
margens dos rios. Quando olhamos para o microscópio, constatamos que somos
essencialmente formados de água. Então, como o homem se relaciona com a água?
Sabemos que, do total de
água disponível no planeta, 97% se distribuem pelos oceanos, 2% aparecem nas
geleiras e o resto está à nossa disposição. A água é um recurso finito. A
oferta de água utilizável não tem aumentado, mas a população cresce em ritmo
acelerado (mais 2 bilhões em 25 anos); em 2.025, 70% da humanidade sofrerá com
a falta de água, contra os 50% de hoje; milhões de pessoas adoecem diariamente,
vítimas de diarréia e esquistossomose, devido ao consumo de água não-tratada.
Quanto isso custa em remédios, leitos hospitalares e pessoal?
Por outro lado, não
sabemos usar a água:
a) Metade da água que se
usa na irrigação agrícola é perdida;
b) Desmatamentos,
urbanização indiscriminada e uso intensivo das águas superficiais secam
mananciais, rebaixam os aqüíferos e encarecem a extração da água subterrânea,
que, aliás, representa 98% da água doce do planeta;
c) Esgoto doméstico, lixo
e resíduos industriais, agrícolas e da mineração poluem fontes superficiais e
subterrâneas;
d) A água tratada é muito cara, e as redes de
distribuição perdem água por causa da manutenção precária;
e) O aumento do consumo faz que a água
destinada à irrigação seja desviada para as cidades, o que diminui a produção
agrícola e obriga alguns países, como a China e a Índia, a importar alimentos;
Como ela é mal distribuída, os riscos de
conflitos pela sua posse são grandes e aumentam a cada dia. O Oriente Médio é exemplo.
Em suma, temos água, temos
vida e, quanto à inteligência ...?
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