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sexta-feira, 26 de junho de 2020

ATIVIDADE 4 - 1ª A, B, C, D, E, F e G - PROFº KALLI

Professor (a):Marcio Kalikrates

Turma: 1ª A, B, C, D, E, F e G

Disciplina: Geografia

Canal de resposta: Blog  nos comentários abaixo dessa atividade  kalikrates@prof.educacao.sp.gov.br

Prazo de envio:  até 15 dias após a postagem

Período de envio: 22/06 a 26/06/20

 

Material utilizado:

Livro de pesquisa, canal YOU TUBE – (Influencer Pedagógico -Millenium (Link: acompanhar no blog o indicado)

Filmes, revistas, Centro de Midias

@ Atividades podem ser enviadas através  do email: kalikrates@prof.educacao.sp.gov.br

Tarefa: 4 – Retomando conteúdo. 

                                                                            Atividade diagnóstica              

 Com base nos textos e conteúdos trabalhados, seguem exercícios para estudo e pesquisa, você pode buscar suas respostas em seus arquivos, livros, cadernos do aluno. Fiquem atentos, esta atividade de estudo tem o objetivo de promover o espírito de pesquisa e ciência levando o saber como significado de uma aprendizagem significativa.

Att

Prof Kali

                                                                                 CURIOSIDADE

Na antigüidade, quando não existia equipamentos eficientes de medida, as pessoas atribuíam os fenômenos da natureza a um desejo divino. Acreditava-se que tudo fosse obra e vontade dos deuses, e portanto os seres vivos não teriam controle. Ao longo do tempo, muitas e diferentes explicações foram dadas a estas inquietações. Acreditava-se que existia no interior da Terra grandes reservatórios de água, sendo que os maiores formariam rios e os menores dariam origem a lagos e córregos. Acreditava-se também que deuses e deusas carregavam grandes potes e derramavam água para formar rios. Aristóteles (representado na figura), que viveu três séculos antes de Cristo, não concordava com essas idéias, dizia que se os rios tivessem sua origem no interior da Terra, não haveria depósitos com volumes suficientes para fornecer água constantemente. Sua opinião era que "as regiões montanhosas e elevadas são semelhantes a uma esponja: filtram a água gota a gota, que cai em forma de chuva em vários locais, e a distribui para as nascentes dos rios". Além disso, Aristóteles relacionava a umidade do ar com a formação de gotas e das chuvas. Dizia ele: "Aquilo que envolve a Terra não é apenas ar, mas uma espécie de vapor, e isto é que explica que ele se transforme de novo em água". Aristóteles sabia portanto que a água tem um ciclo, ou seja, ela passa por transformações, mas é sempre a "mesma água". Três séculos depois de Aristóteles, o poeta e filósofo romano Lucrécio escreveu um poema chamado "Sobre a Natureza". Segundo o autor, as águas salgadas do mar infiltram-se pela terra, perdem seu sal, e formam os rios que voltam ao mar. O que não era explicado era como a água no interior da terra conseguiria subir até o alto da montanha para formar uma nascente.

Todas estas idéias  podem até parecer absurdas hoje em dia, porém é necessário respeitá-las, uma vez que os fenômenos eram apenas observados e as primeiras medidas muito imprecisas. Percebemos portanto que a ciência não tem respostas definitivas e que as explicações devem-se a um conjunto de informações investigadas ao longo da história.

1)  Faça uma comparação entre o ciclo hidrológico (gráfico abaixo) com o texto acima; escreva um texto e de um titulo a ele.

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Amazônia detém 20% das águas fluviais do mundo

                                                                                                                                                                      Márcio Masatoshi Kondo*

                                                                                                                                                                Especial para a Folha de S.Paulo

Na bacia amazônica, que cobre uma área de 7,05 milhões de km² no Brasil, na Guiana, no Suriname, na Guiana Francesa, na Venezuela, na Colômbia, no Peru, na Bolívia e no Equador, com sua maior parte (3.904.392,8 km²) no Brasil, circulam cerca de 20% das águas fluviais do mundo.

A floresta amazônica, batizada como hiléia por Humboldt, ocupa 5 milhões de km² da área da bacia, e 90% dela está assentada em terras firmes. Nelas, a floresta possui árvores altas (60 m a 65 m), latifoliadas, que formam um "teto" de copas bastante denso.

Com 30 mil espécies de plantas e 2,5 mil de árvores, ela está sendo ameaçada pela ação das madeireiras, dos garimpos e da ocupação agropecuária desordenada. Cerca de 15% da floresta já foi devastada. A exploração dos 70 bilhões de m³ de madeira comercializável é feita por mais de 2.000 madeireiras; apesar de o solo da floresta ser considerado pobre, a colonização agrícola, a pecuária e a cultura da soja destruíram, por derrubada e queimada, mais de 320 mil km² na Amazônia Legal (AC, AM, AP, PA, RO, RR,TO, MT e oeste do MA) ao longo, principalmente, das rodovias de penetração (BR-010, BR-222, BR-230, BR-319 e BR-364); os garimpos de ouro e cassiterita (estanho) no Pará, em Rondônia, no norte de Mato Grosso e no Amapá abriram enormes clareiras na floresta e poluíram os rios.

Recentemente, foi sugerido o uso de agentes químicos e de um fungo para destruir as plantações de coca na Colômbia, sem que se saiba quais poderiam ser as conseqüências ambientais.

As indústrias farmacêutica e de cosméticos também agem na hiléia, pesquisando, muitas vezes clandestinamente (biopirataria), insetos, plantas e animais que podem gerar até US$ 50 bilhões.

Além disso, as guerrilhas colombianas (Farc, ELN, AUC), ligadas aos narcotraficantes, ao fugir do Exército da Colômbia _que conta com apoio dos Estados Unidos, ameaçam invadir o espaço brasileiro, criando um risco de vietnamização da área. A revitalização do Projeto Calha Norte mostra a preocupação dos militares com a segurança regional. Idealizado em 1985, em meio às tentativas dos países ricos de criar uma zona de exclusão na Amazônia (região pouco populosa e povoada, sem infra-estrutura, mal demarcada e sem vigilância, com problemas sociais e ambientais), o projeto pretendia ocupar e desenvolver ordenadamente a região norte da área.

Com poucos recursos, o projeto restringiu-se à proteção dos 6.000 km de fronteira, e as outras ações foram definidas pelo Plano de Desenvolvimento da Amazônia, executado insatisfatoriamente.

REFLITA E ANALISE

                              Considere a canção “Água”, de Paulo Tatit e Arnaldo Antunes.

Da nuvem até o chão,

Do chão até o bueiro,

Do bueiro até o cano,

Do cano até o rio,

Do rio até a cachoeira...

Da cachoeira até a represa,

Da represa até a caixa d’água,

Da caixa d’água até a torneira,

Da torneira até o filtro,

Do filtro até o copo.

Do copo até a boca,

Da boca até a bexiga,

Da bexiga até a privada,

Da privada até o cano,

Do cano até o rio...

Do rio até outro rio,

Do outro rio até o mar,

Do mar até outra nuvem....

(SILVEIRA, Ieda. A Geografia da gente. São Paulo: Ática, 2003. P. 8)

A letra da canção faz referência

a) ao ciclo da água e à ação do homem sobre a natureza. 

b) à rede hidrográfica e ao consumo inadequado da água.

c) à rede de esgoto e à ação da natureza sobre o homem.

d) à bacia hidrográfica e à submissão do homem à natureza.

e) ao abastecimento de água e ao sistema de canalização de esgoto.

(GASPAR, Alberto. Física. Vol. 2. São Paulo: Ática, 2 000. P. 63)

 

                                                                    Água é sinal de vida

                                                                                                           Márcio Masatoshi Kondo*

                                                                                                  Especial para a Folha de S.Paulo

Vista da vastidão do espaço, a Terra é um planeta admirável: sob a luz do Sol, ela é azul e recoberta por água (nos oceanos, geleiras, rios, cumes das montanhas e atmosfera) e, à noite, mostra pontos de luz não-natural.

Alguns sensores indicariam fontes de energia, emanações gasosas e emissões de sinais eletromagnéticos. Em outras palavras, a Terra não só possui condições favoráveis para sustentar vida; possui vários indícios de vida inteligente.

Quando olhamos para o espaço e pensamos na possibilidade de vida em outros planetas, nós nos lembramos da água: "Sinais de água em Marte!"; "Satélites são cobertos de gelo!".

Quando olhamos para o passado da humanidade, recordamos as grandes civilizações que floresceram às margens dos rios. Quando olhamos para o microscópio, constatamos que somos essencialmente formados de água. Então, como o homem se relaciona com a água?

Sabemos que, do total de água disponível no planeta, 97% se distribuem pelos oceanos, 2% aparecem nas geleiras e o resto está à nossa disposição. A água é um recurso finito. A oferta de água utilizável não tem aumentado, mas a população cresce em ritmo acelerado (mais 2 bilhões em 25 anos); em 2.025, 70% da humanidade sofrerá com a falta de água, contra os 50% de hoje; milhões de pessoas adoecem diariamente, vítimas de diarréia e esquistossomose, devido ao consumo de água não-tratada. Quanto isso custa em remédios, leitos hospitalares e pessoal?

Por outro lado, não sabemos usar a água:

a) Metade da água que se usa na irrigação agrícola é perdida;

b) Desmatamentos, urbanização indiscriminada e uso intensivo das águas superficiais secam mananciais, rebaixam os aqüíferos e encarecem a extração da água subterrânea, que, aliás, representa 98% da água doce do planeta;

c) Esgoto doméstico, lixo e resíduos industriais, agrícolas e da mineração poluem fontes superficiais e subterrâneas;

d)  A água tratada é muito cara, e as redes de distribuição perdem água por causa da manutenção precária;

 e) O aumento do consumo faz que a água destinada à irrigação seja desviada para as cidades, o que diminui a produção agrícola e obriga alguns países, como a China e a Índia, a importar alimentos;

 Como ela é mal distribuída, os riscos de conflitos pela sua posse são grandes e aumentam a cada dia.  O Oriente Médio é exemplo. 

Em suma, temos água, temos vida e, quanto à inteligência ...?

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