Professora
Dra:
Ariella
Turmas:
1ª E, F e G (noturno)
Disciplina:
SOCIOLOGIA
Canal
de resposta:
ariellaaraujo@professor.educacao.sp.gov.br ou no Google Classroom
Prazo de envio: até 29/06/2010
Período de envio: 15/06 à 19/06/20
Plantão
de dúvidas
1E:
Quinta-Feira das 22h15 às 22h50. Sexta
Feira das 21h30 às 22h15)
1F:
Segunda-Feira das 19h00 às 19h45. Sexta-Feira das 21h30 às 22h15)
1G:Segunda-Feira
das 20h45 às 21h30. Quinta-Feira 4 das 10h20 às 11h05)
Google Classroom
1) Endereço de acesso: https://classroom.google.com/ ou pelo aplicativo Centro de Mídia São Paulo (gratuito)
2) Formas de acesso:
a)
Através do e-mail institucional do aluno
Tutorial acesso ao e-mail institucional:
https://www.youtube.com/watch?v=3YLv2Xwod44
b)
com código de ingresso
1E:
fsgmhh3
1F:
2diljtc
1G: 43b3zuo
Material utilizado
São
Paulo Faz Escola (Caderno do Aluno, aqui anexado), livro Sociologia em
Movimento (também aqui anexado) e Aula do Centro de Mídia São Paulo (CMSP)
Tarefa 1
Ler
o capítulo anexado que trata de As diferentes formas de conhecimento, do
livroSociologia em movimento e fazer um resumo. Essa é uma sequência da atividade anterior
sobre o Senso Comum X Sociologia de modo a levar o/a aluno/a compreender a
diferença entre Senso Comum e os métodos de investigação da Sociologia.
Objetivo
Compreender
que a vida em sociedade é uma construção humana, ou seja,que não é natural,
algo pertencente ao campo da natureza. Descontruir/Desnaturalizar ideiascomo,
por exemplo, “as coisas são assim porque a natureza fez assim” ou “porque
entidades divinas assim fizeram” que permeiam a mentalidade social/senso comum em
favor de um olhar a partir de elementos concretos (empírico), baseados em
procedimentos científicos e na explicação da realidade. Distinguir os diferentes tipos de
conhecimento.
Habilidades
Desenvolver
a consciência de que não há olhar natural; todos os olhares são sempre
construções sociais e distinguir os diferentes tipos de conhecimento
Orientações
1)
Ler o capítulo As diferentes formas de
conhecimento (páginas 19 a 25)
2)
Assistir a vídeo-aula dada no CMSP
dia 21/05/2020 sobre o que é “natural” e
o que “estranho”
https://www.youtube.com/watch?v=tiFpcSPsc6c
3)
Checar o box-resumo aqui exposto
4)
Fazer um resumo
Observações:
São
duas atividades: 1) ler o capítulo anexado; 2) fazer um resumo. Fiquem atentos
aos prazos de envio e ao plantão de dúvidas. As atividades são utilizadas para
controle de frequência, ou seja, para não ficarem com faltas, entreguem as
atividades.Coloquem no assunto do e-mail (se enviar por e-mail a
atividade)Atividade 6, Nome e Série para que seja rapidamente identificada.
Caso não tenham computador em casa são aceitas as atividades feitas no
caderno/apostila por meio de fotos. Peço que procurem ingressar no Google
Classroom para entrega de atividades e plantão de dúvidas presentes no
aplicativo Centro de Mídia SP, dúvida escrevam no e-mail
Box-Resumo:O Senso
Comum X Sociologia
Senso Comum:
Senso Comum se caracteriza por opiniões pessoais, generalizantes, em coisas
aparentes, sem fundamentos no real. Ou seja, julgam-se coisas ou fatos
específicos como se fossem coisas ou fatos universais. Enfim, falsas certezas
sem fundamentação científica, como por exemplo, “todo bandido é favelado”, “todo
político é corrupto”, “o povo brasileiro é preguiçoso”, “tudo o que vem de fora
do país é melhor”, “o Sol é menor do que a Terra e é ele que gira ao redor dela”,
etc. Pegando o exemplo do Sol, esse tipo de visão pode parecer correta, já que
partimos da própria Terra como ponto de referência e a forma como observamos
pode parecer que essas afirmações são corretas. Porém, só parece, pois a
Astronomia (ramo da Física) com seus cálculos matemáticos e suas considerações
físicas verifica na realidade que o Sol é muitas vezes maior que a Terra, e
desde Nicolau Copérnico confirma-se na realidade que é a Terra que se move em
torno do Sol (teoria do Heliocentrismo). Da mesma forma que este simples
exemplos, a Sociologia recorrentemente defronta-se com o senso comum das
pessoas, desdobrando-se em imobilidades, discriminações e preconceitos.
Características do
Senso Comum:
1) imediatista: o senso
comum caracteriza-se, muitas vezes, por ser extremamente simplista e
despreocupado quanto ao emprego de definições e terminologias. Não é, portanto,
fruto de uma reflexão cuidadosa;
2) superficial: a
superficialidade dessa forma de conhecimento está relacionada com o fato de que
ele se conforma com a aparência, com o que lhe é familiar, permanecendo na
superfície das coisas;
3) acrítico: outra
característica é o fato de ele ser, muitas vezes, uma forma de conhecimento
acrítico, ou seja, não estabelece uma visão aprofundada do que vê, não
questiona o que é dito;
4) cheio de
sentimentos: muitas vezes, nossa visão da realidade é excessivamente marcada
pelas nossas emoções, e as emoções normalmente tiram a objetividade da pessoa,
pois são pessoais e não estão baseadas na razão. Elas podem nos fazer agir de
forma irracional;
5) cheio de
preconceitos: ele também é, muitas vezes, repleto de preconceitos. O
preconceito é o conceituar antecipadamente, ou seja, é a atitude de achar que
já se sabe algo, sem realmente conhecê-lo, valendo-se de explicações prontas
repletas de juízos de valor. Portanto, a atitude preconceituosa em relação à
realidade e a tudo o que a cerca é aquela da pessoa que julga sem conhecer, com
base no que acredita que é ou no que deva ser.
Tais características
estão intimamente relacionadas, pois alimentam umas às outras. Desse modo, se
quisermos construir um conhecimento coerente e consistente, precisamos afastar
as pré-noções e os julgamentos de valor que estão presentes no senso comum. Por
que é preciso se distanciar do olhar do senso comum para desenvolver um olhar
científico? O olhar que se afasta de tais características relacionadas ao senso
comum é o olhar do estranhamento
O processo de
construção do Olhar Sociológico – não é igual
ao olhar de um historiador, de um geógrafo, ou de um filósofo. Sendo assim,
qual seria a sua especificidade/diferença? É aqui que a palavra estranhamento
ganha destaque. Para a construção do olhar sociológico, é preciso adotaruma atitude
de estranhamento perante a realidade. Dito de outro modo: é preciso desnaturalizar o nosso olhar.
Mas como desnaturalizar o nosso olhar? Através do treino! É preciso treinar
esse “olhar” como primeiro passo do exercício do olharsociológico e isso
acontece por meio doestranhamento diante de situações do cotidiano.
Estamos acostumados a encarar tudo como natural, como se o mundo e as coisas
que nos cercam fossem “naturais” e sempre foram assim. Para desenvolver um
olhar sociológico é preciso quebrar tal forma de encarar a realidade. O olhar
de estranhamento tem a ver com a observação da realidade e com a compreensão de
que o nosso olhar nunca é neutro, ou seja, as nossas interpretações são
baseadas na nossa socialização (você vai aprender sobre isso mais tarde) dentro
de instituições sociais, como família, escola, igreja, associações de bairro,
etc. Portanto, não é um simples olhar, porque são carregados de pré-noções,
ensinamentos, que podem ser positivas ou negativas. Nesse sentido, o
estranhamento nos ajuda a ter consciência disso. O objetivo da Sociologia é
debruçar-se preconceitos e pré-noções, identifica-los e ressignifica-los (dar
significado diferente)
Mas o que é uma atitude
científica em Sociologia?É a atitude de, a partir da
constatação de um problema social, observar os fatos e a realidade dos
indivíduos e grupos, suas relações, formular uma hipótese de explicação,
pesquisar e estudar com maior profundidade o assunto e, ao final, pronunciar
leis ou tendências de que um fato possa ocorrer em razão de determinados
motivos.
Exemplo de uma atitude
científica em Sociologia: primeiro, delimitados um problema
social como o desemprego (é “social” porque atinge vários indivíduos).
Depois formulamos uma hipótese como “a política econômica de um governo promove
o desemprego”. Em seguida, passamos a observar a realidade utilizando
dados estatísticos em mãos, pesquisas com desempregados para ver os motivos que
levaram ao desemprego e etc.
O que esses dados, e
outros materiais utilizados revelam? Eles servem para comprovar ou refutar a
nossa hipótese inicial e assim verificamos se determinadas decisões políticas
governamentais tendem a provocar o desemprego em massa num país.
Outro exemplo: as
possíveis causas da violência. Ao contrário do senso comum, não devemos partir
para generalizações ao primeiro contato com um fenômeno social. É necessário
investigar as relações entre os fatos e acontecimentos e também suas raízes
históricas, como, por exemplo, a questão do racismo na sociedade brasileira.
Certamente, este fenômeno social tem fortes raízes na escravidão, mas
principalmente nas relações que o homem branco europeu estabeleceu com os povos
africanos e indígenas a partir do século XV. Portanto, posteriormente,
trabalharemos com várias teorias sociológicas, conceitos e temas que nos ajudam
a exercitar a nossa imaginação sociológica. Ou seja, vamos partir do senso
comum sobre como são entendidos os fenômenos sociais, sobre as relações que
existem entre os indivíduos e problematizar esse senso comum. E aquilo que pode
nos parecer “natural” nas relações sociais pode ser “desnaturalizado”,
deixando de ser visto como natural e até mesmo imutável, para ser compreendido
como é, algo social; ou, como nos diz Wright Mills, para compreender nosso
mundo cotidiano, vamos olhar além dele.
A importância do estudo
da Sociologia: em que medida a Sociologia pode
contribuir para a sua formação pessoal? Dizer que é formar criticamente os
cidadãos pode assumir diferentes conotações/significados. Para além dessa
dimensão da formação, bastante controversa, a principal contribuição da
Sociologia consiste na oportunidade de aproximar esse campo de saber com as
nossas preocupações e compreendê-las. A desnaturalização de fenômenos sociais é
a maior contribuição que a Sociologia pode dar à formação dos jovens. Desnaturalizar
os fenômenos sociais significa não perder de vista a sua historicidade, que nem
sempre as coisas foram assim e que são frutos de decisões e essas decisões são
tomadas em função de interesses.Esse exercício também depende do nosso distanciamentodaquilo
que nos rodeia, das coisas com as quais participamos, para focalizar as
relações sociais sem estarmos envolvidos. Significa considerar que os fenômenos
sociais não são imediatamente conhecidos e assim procura explicar as suas
causas que estão além do sujeito, isto é, buscar as causas externas a ele, mas
que têm implicações decisivas sobre ele.
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