Turma: 8º A, B e C
Disciplina: História
Canal de resposta: E-mail marciareginagalvao@professor.educacao.sp.gov.br
Prazo de envio: entregar até 10/07/2020
Período de envio: 22/06 à 26/06/2020
Habilidade a ser
desenvolvida:
EF08HI12) Caracterizar
a organização política e social no Brasil desde a chegada da Corte portuguesa,
em 1808, até 1822 e seus desdobramentos para a história política brasileira.
Material utilizado:
Material que será utilizado para as atividades volume 2 – parte 2
do São Paulo Faz Escola ( Ciências Humanas – História) as Aulas do CMSP. Livro
Didático de História , Dicionário. Blog da Escola. Google Classroom.
Tarefas:
1.
Assistir as aulas de História pela TV ou pelo aplicativo
2.
Ler o resumo sobre as
Transformações no Brasil com a chegada da Corte.
3. Consultar o Livro didático de História Capítulo 8 a partir da
página 134. A Transferência da Corte Portuguesa para o Brasil.
4.
Consultar o dicionário em caso de necessidade para palavras
desconhecidas
5.
Ler os textos, imagens e responder as questões das páginas 47, 48
e 49 da apostila vol. 2 – parte 2 São Paulo faz Escola.
Orientações:
Google
Classroom / Google sala de aula - estarei
disponibilizando também nesta plataforma as atividades, arquivos e links como
forma de interação e também como uma ferramenta a mais para complementar
nossas aulas à distância.
1.
Endereço de acesso do Google Classroom
:https://classroom.google.com/ou
pelo Centro de Mídias de São Paulo (gratuito)
2. Formas de acesso : acessar pelo e-mail institucional de vocês : como obter este e-mail segue o tutorial.
https://www.youtube.com/watch?v=3YLv2Xwod44
b)
Ou acessar com os códigos das turmas ( assim
também conseguem ingressar)
Código da turma vhrr5cs 8º ano A
Código da turma 2vhecqn 8º ano B
Código
da turma 2gtsfwm 8º ano C
Observações:
Disponibilizarei no Google sala de aula todas as atividades
desenvolvidas , conto com a participação
de todos.
As postagens das atividades via e-mail ou ainda pelo whats app 95956-8441 – identifique-se, colocando nome, número e série a caneta se for fotos do caderno, o mesmo serve para o digitalizado.
Resumo:
Carta Régia de 28 de
janeiro de 1808
“Conde da Ponte, do
meu Conselho Governador e Capitão General da Capitania da Bahia. Amigo: Eu, o Príncipe
Regente vos envia muito saudar, como aquele que amo. Atendendo à representação,
que fizestes subir à minha Real Presença, sobre se achar interrompido e
suspenso o comércio desta Capitania, com grave prejuízo dos meus vassalos e da
minha Real Fazenda, em razão das críticas e públicas circunstâncias da Europa;
e querendo dar sobre este importante objeto alguma providência pronta e capaz
de melhorar o progresso de tais danos: sou servido ordenar interina e
provisoriamente, enquanto não consolido um sistema geral que efetivamente
regule semelhantes matérias, o seguinte”:
Primo: Que sejam
admissíveis nas Alfândegas do Brasil todos e quaisquer gêneros, fazendas e
mercadorias transportadas, em navios estrangeiros das Potências, que se
conservam em paz e harmonia com minha Real Coroa, ou em navios dos meus
vassalos, pagando por entrada vinte e quatro por cento, a saber: vinte de
direito grossos, e quatro do donativo já estabelecido, regulando-se a cobrança
destes direitos pelas pautas, ou aforamento, porque até o presente se regulam
cada uma das ditas Alfândegas, ficando os vinhos, águas ardentes e azeites
doces, que se denominam molhados, pagando o dobro dos direitos, que até agora
nelas satisfaziam.
Segundo: Que não só os meus
vassalos, mas também os sobreditos estrangeiros possam exportar para os Portos,
que bem lhes parecer a benefício do comércio e agricultura, que tanto desejo
promover, todos e quaisquer gêneros e produções coloniais, a exceção do
pau-brasil, ou outros notoriamente estancados, pagando por saída os mesmos
direitos já estabelecidos nas respectivas Capitanias, ficando entretanto como
suspenso e sem vigor todas as leis, cartas régias, ou outras ordens que até
aqui proibiam neste Estado do Brasil o recíproco comércio e navegação entre
meus vassalos e estrangeiros. O que tudo assim fareis executar com zelo e
atividade que de vós espero".Fonte: Revista do
Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo Vol. IX
Para assinar esta carta régia,
Dom João baseou-se fundamentalmente em conselhos econômicos de brasileiros
mormente do Visconde de Cairú, visto que ele estava sem contato com seus
conselheiros da corte portuguesa, pois os navios se separaram e se perderam uns
dos outros durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico.
Basicamente a carta trata das
entradas e saídas de mercadorias das capitanias do Brasil. Ou seja, desta data
em diante quaisquer produtos transportados por embarcações em navios que
estivessem em paz com Portugal, eram admitidos na alfândega brasileira desde
que pagassem uma taxa de 24% sobre o valor das mercadorias. Súditos portugueses
e comerciantes estrangeiros também poderiam exportar suas mercadorias para
qualquer porto amigo de Portugal.
Ainda na Bahia, antes da família
real vir para o Rio de Janeiro, foi criada em 18 de fevereiro de 1808 a
primeira Escola de Medicina (Escola de Cirurgia e Obstetrícia). Criou
facilidades para a fundação de uma fábrica de vidros. Autorizou a criação da
primeira companhia de seguros do Brasil.
Em 7 de março de 1808 chegam ao
Rio de Janeiro.
Às quatro horas da tarde do dia 8
de março de 1808, a família real desembarcou. Dom João desceu do navio Príncipe
Real e passou para um bergantim (uma embarcação de pequeno porte) e assim pode
aportar ao cais. Ao mesmo tempo Dona Carlota e os filhos desceram do navio
Afonso d´Albuquerque, apenas Dona Maria permaneceu a bordo. Só no dia 10 de
março Dom João volta ao navio Príncipe Real para acompanhar o desembarque da
mãe.
A família real portuguesa
desembarcou no antigo cais do Largo do Paço na atual Praça XV no Rio de
Janeiro. O cais ficava onde hoje existe a construção em forma de pirâmide
(Chafariz da Pirâmide), mais tarde toda essa parte foi aterrada levando o atual
cais das barcas Rio-Niterói para mais longe. A esquadra fundeou na Ilha das
Cobras.
Em 1º de abril de 1808
influenciado pelo Visconde de Cairú (José da Silva Lisboa, pai de Bento
Lisboa), decreta a liberdade de comércio no Brasil e revoga a proibição da
construção de fábricas.
Em 28 de abril de 1808 criou o
ensino médico no Rio de Janeiro. Em 10 de maio de 1808, através de um alvará, a
Casa da Relação é elevada à categoria de Casa de Suplicação tendo as mesmas
funções da de Lisboa, ou seja, a de tribunal superior, de última instância
cabendo ao Desembargador do Paço a missão de legislar e interpretar leis.
Em 13 de maio de 1808, por decreto
inaugura o surgimento da imprensa brasileira com a fundação da Imprensa Régia.
Mais tarde passa a chamar-se Imprensa Nacional.
Atualmente é sediada em Brasília,
vinculada ao Ministério da Justiça e possui uma gráfica responsável pela
impressão de todos documentos oficiais do governo brasileiro.
Também em 1808, criou o Jardim
Botânico do Rio de Janeiro (no bairro de mesmo nome), contando hoje o herbário
com 380.000 amostras de plantas, um acervo vivo de 8.200 espécies registradas,
6.100 amostras de frutos, 6.400 amostras de madeiras, 150 amostras de plantas
medicinais e uma biblioteca com mais de 66.000 volumes firmando-se, assim,
internacionalmente, como centro científico.
Ainda em 1808 surge o primeiro
jornal brasileiro, a Gazeta do Rio de Janeiro.
Em 4 de agosto de 1808, através
de um alvará, cria o Banco Público com a finalidade de trocar barras de ouro ou
ouro em pó, por moedas.
Em 15 de setembro de 1808, os
administradores portugueses proclamam aos habitantes de Lisboa, que o país
estava livre de Napoleão e que "a bandeira nacional flutua em toda a parte
do reino" e pedem a todos darem vivas ao Príncipe Regente. Dom João, levou
meses para receber essa notícia.
Dom João envia tropas para
invadir a Guiana Francesa, 700 homens vindos do Pará comandados pelo
Tenente-Coronel Manuel Marques. Pelo mar recebem apoio da esquadra inglesa, sob
o comando de James Lucas Yeo, a bordo da Corveta Confiance, chefe das forças
navais.
Em 12 de outubro de 1808, cria o
primeiro Banco do Brasil, com um capital inicial de 1.200 contos.
Em 1º de dezembro de 1808, as
tropas navais desembarcam na costa da Guiana Francesa.
Em 15 de dezembro de 1808 as
tropas lusitanas travam seu primeiro combate na Guiana às margens do Rio
Aproak. Ao mesmo tempo duas embarcações francesas são apreendidas.
Em 27 de dezembro de 1808, as
tropas inglesas e portuguesas partem para conquistar as principais
fortificações francesas no Rio Maroni.
Em 1809, Napoleão invade
novamente Portugal. Mais uma vez as tropas francesas foram expulsas.
Em 6 de janeiro de 1809, as
tropas de ocupação conquistam o Forte Diamante na Guiana.
Em 7 de janeiro de 1809, as
tropas conquistam o Forte Degrad-des-Cannes.
Em 8 de janeiro de 1809,
conquistam o Forte Trió.
Em 12 de janeiro de 1809, o
governador francês da Guiana, assina na Cidade de Bourda a rendição.
Em 14 de janeiro de 1809, tropas
inglesas e portuguesas marcham pela capital Caiena.
Como mandava as boas maneiras da
guerra na época, o ex-governador francês da Guiana foi conduzido pela
embarcação Dom Pedro, comandada pelo capitão-de-fragata Luís da Cunha Moreira.
A Guiana passa a ser administrada
por João Severiano da Costa (mais tarde Marques de Queluz), que durante os 8
anos de sua administração mandou para o Brasil diversas especiarias e frutos,
como a noz moscada, o cravo-da-índia, a fruta pão, mudas de nogueira, da
camboeira, do abacateiro e da cana caiena, muito superior a cana cultivada na
época no Brasil.
Em 1810, houve mais uma tentativa
de invasão a Portugal por parte de Napoleão, desta vez suas tropas nem conseguem
chegar a Lisboa, sendo perseguidos até a fronteira pelas tropas portuguesas e
inglesas.
No dia 4 de dezembro de 1810,
através de uma Carta de Lei, Dom João cria a Academia Real Militar na Corte e
Cidade do Rio de Janeiro, atual Academia Militar das Agulhas Negras.
Dom João criou o que hoje seria hoje a Policia Militar.
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