Conteúdo Programático
Professor (a): Deusilene Lima
Turma: 1º ano A,B,C e D
Disciplina: Língua Portuguesa e
Literatura
Canal de resposta:
deusilene@professor.educacao.sp.gov.br
Prazo de envio:
Período de envio: 14/09 a 18/09
Material utilizado:
Caderno, livro didático, CMSP.
Tarefas: Leia o texto.
Faces do
futuro.
Se há um choque de princípios que marcará a
sociedade nos próximos anos é aquele entre a comodidade e a segurança, de um
lado, e a privacidade, de outro.
Como mostrou reportagem do jornal The New
York Times reproduzida por esta Folha, avanços no campo do
reconhecimento de faces por computador lançam novos dilemas. Empresas podem
reter dados faciais de seus clientes? Devem obter autorização para fazê-lo? E o
que dizer do governo?
Hoje em dia, algumas companhias conseguem, usando
bancos de dados gigantescos e algoritmos relativamente simples, rastrear os
hábitos dos consumidores a ponto de conhecer sua intimidade. Uma rede de varejo
norte-americana, por exemplo, desenvolveu um método para detectar a gravidez de
suas clientes. Com a informação vieram ofertas irresistíveis.
Investidas como essas se sobrepõem a outros avanços
tecnológicos, como câmeras de vigilância mais potentes e chips de cartões
bancários capazes de revelar quanto o cidadão gastou e onde ele esteve. A isso
se somam os drones, que localizam, e eventualmente liquidam, até
quem se esconde nas áreas mais remotas do planeta.
Agências governamentais não hesitam em usar tais
métodos para a bisbilhotice em massa.
Questão de limites
Reconheça-se, porém, que a maioria das pessoas se
entrega voluntariamente a essa hipervigilância – para nada dizer da
superexposição vista nas redes sociais.
Cadastros na internet podem trazer, como
contrapartida, ofertas personalizadas por e-mail, que representam inegável
conforto. A utilização da tecnologia de ponta pelas polícias, por sua vez, aumenta
a capacidade de prevenir e resolver crimes, ampliando a sensação de segurança
da população.
Para que o cruzamento de ferramentas como grandes
bancos de dados, reconhecimento facial, câmeras de vigilância e drones não
se aproxime demais da distopia de George Orwell em 1984, é crucial
que sejam criados limites.
Um bom começo seria determinar que dispositivos
dessa natureza só sejam usados com a ciência do cidadão, a quem cabe decidir se
quer fazer parte da trama. Folha de S. Paulo, 12 jun. 2014.
Opinião. Disponível em: http://wwwl.folha.uol.com.br/opiniao/2014/06/1468933-editorial-faces-do-futuro.shtml.
Acesso em: 11 fev.2016.
Questões.
1-Qual é a questão abordada no texto?
2-Quais são as informações permitem concluir que a
questão abordada já é uma realidade?
3-O texto apresenta uma opinião clara sobre a
questão abordada. Qual é ela?
4-Essa opinião pode ser atribuída a um indivíduo?
Explique.
5-Quais são os argumentos apresentados para
sustentar a posição defendida no texto?
6-Releia o segundo parágrafo do texto. Ele ilustra
uma estratégia argumentativa. Explique que estratégia é essa.
7-O último parágrafo traz uma conclusão decorrente
da argumentação feita ao longo do texto. Que conclusão é essa?
8-Pesquise o significado da palavra distopia.
9-Qual a sua opinião sobre a questão abordada no
texto?
Orientações:
Ler o texto.
Copiar e responder as questões no
caderno.
Observações:
Atividade de recuperação referente
ao 3º bimestre.
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