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Professora: Solange Cabral de
Deus
Turmas: 6ºs anos A, B, C, D
do Ensino Fundamental II
Disciplina: Arte
Canal de resposta:
solangedeus@professor.educacao.sp.gov.br
+ contatos: solangedeus@prof.educaçao.sp.gov.br
Código de acesso ao Classroom:
https://classroom.google.com/h:
Turma do 6º ano A: uauwxat
Turma do 6º ano B: 3watitm
Turma do 6º ano C: zfmu7ig
Turma do 6º ano D: r5powyq
Facebook: https://www.facebook.com/groups/370814286391847/:
Prazo de envio: duas semanas
após a publicação
Período de envio: 05/10 a 09/10/2020
Objetivo: Dialogar
sobre dificuldade de aprendizagem. Refletir sobre responsabilidade em rede
social
Material utilizado:
Material escolar do aluno
Tema: O que
eu aprendi
Tarefa:
Realizar sua Autoavaliação
Sondagem
Você sabe a diferença entre
Bullying e Ciberbullying?
Escreva uma irresponsabilidade
que pode dificultar na aprendizagem de alguém.
Apreciação
Atividade:
Escrever o que você aprendeu
durante o ano letivo de 2020.
Orientações:
Bullying e Cyberbullying
Definição: A
palavra Bullying é derivada de outro termo em inglês, "bully",
que significa tirano, valente, truculento. Bullying representa uma
relação de intimidação, de supremacia e controle de uma pessoa ou grupo sobre
um indivíduo, buscando produzir a ideia de que há algo de errado ou inferior
com a vítima, desqualificando-a e humilhando-a de maneira repetitiva e
sistemática. Ele pode ocorrer por meio de agressões físicas, roubo de
pertences, lanche ou brinquedos, isolamento em atividades coletivas, piadas e
apelidos discriminatórios.
O Cyberbullying é a modalidade virtual do Bullying, que é identificado
pelas intimidações repetitivas entre crianças e adolescentes, mas com
características próprias, pois tem um efeito multiplicador e de grandes
proporções quando acontece na Internet. Na modalidade digital, as ferramentas
tecnológicas (celulares e câmeras fotográficas, por exemplo) e os ambientes das
redes e aplicativos sociais servem para produzir, veicular e disseminar
conteúdos de insulto, humilhação e violência psicológica que provocam
intimidação e constrangimento das crianças e adolescentes envolvidos.
O Cyberbullying diferencia-se das brincadeiras e brigas comuns entre crianças e
adolescentes por ser uma prática repetitiva que gera uma discriminação
permanente, podendo comprometer a socialização e a auto-estima das vítimas por
toda a vida.
Definição
a partir da Lei nº 13.185 / 2015
Esta lei institui o Programa
de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional.
- Art.
1º § 1º “No contexto e para os fins desta Lei, considera-se
intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência física ou
psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente,
praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o
objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em
uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.”
- Art. 2º § 1º Caracteriza-se a
intimidação sistemática (bullying) quando há violência física ou
psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda:
I - ataques físicos;
II - insultos pessoais;
III - comentários sistemáticos e apelidos pejorativos;
IV - ameaças por quaisquer meios;
V - grafites depreciativos;
VI - expressões preconceituosas;
VII - isolamento social consciente e premeditado;
VIII - pilhérias.
Parágrafo único “Há
intimidação sistemática na rede mundial de computadores (cyberbullying), quando
se usarem os instrumentos que lhe são próprios para depreciar, incitar a
violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de
constrangimento psicossocial.”
Fonte: Lei nº 13.185 / 2015
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13185.htm
Atores do bullying:
- Agressores
(pessoas ou grupos);
- Vítimas
(pessoas ou grupos);
- Mediadores
(agressores ou defensores);
- Espectadores
/ Testemunhas (ativos ou passivos);
Ao buscarem reconhecimento,
validação social e exercício de poder, os agressores dependem
dos espectadores para que tenham algum retorno com relação à prática
dessa violência. Há espectadores que participam ativamente curtindo,
compartilhando e disseminando as humilhações e intimidações às vítimas, e
existe o grupo de espectadores mais passivos que apenas assistem sem reagir,
seja por medo ou por aceitarem a situação. Todos eles são atores diretamente
envolvidos e que precisam ser sensibilizados, pois conquistar a validação
social e/ou intimidar os espectadores são algumas das principais motivações dos
agressores.
Os mediadores podem
ser considerados aqueles que participam colaborando indiretamente na produção
das ofensas e agressões, estimulando, dando insumos, criando conteúdos que são
usados diretamente pelos agressores. Há também situações de mediação em defesa
da vítima, com intervenções que visam interromper a violência ou buscar ajuda,
denunciando nos sites, apagando os conteúdos, mobilizando os colegas para não
participar e desestimulando a replicação das humilhações.
Como o problema está ligado
diretamente a uma dinâmica de relacionamentos interpessoais e a um contexto de
interações, vítimas e agressores não são papéis estanques. Algumas vítimas
podem ter atuado como agressoras e agressores podem ter sofrido violências
semelhantes no passado ou mesmo no presente, em outro contexto. A mudança nos
papéis, caso a caso, exige que tenhamos sempre um olhar cuidadoso para não
personalizar as situações.
Alerta
Não podemos ignorar a
existência do chamado Self-Cyberbullying (auto-Cyberbullying),
um fenômeno sério e que também sinaliza necessidade de ajuda e intervenção. Ele
ocorre quando a própria criança ou adolescente cria conteúdos depreciativos
sobre si nas redes e aplicativos digitais. Apesar de menos comum, também surge
com certa frequência e pode estar associado a quadros de auto-depreciação ou a
tentativas de testar a posição social entre pares, avaliando as impressões que
os grupos possuem.
Ao reconhecer essa dinâmica
complexa, as intervenções dos profissionais da educação, e mesmo das famílias,
podem ser mais eficientes quando atuam nas referências que as crianças e
adolescentes usam para seus relacionamentos interpessoais. Trabalhar com as
habilidades individuais e coletivas para gerenciar conflitos, lidar com as
frustrações, controlar a agressividade, desenvolver empatia e reconhecer suas
próprias emoções são caminhos mais complexos, porém mais eficientes para
prevenção de novos casos. Mais adiante, trataremos da importância da educação
socioemocional como uma das estratégias de prevenção e enfrentamento ao
Cyberbullying.
Brincadeira ≠ Violência
Precisamos sensibilizar nosso
olhar para conseguirmos diferenciar situações pontuais de brincadeiras
violentas ("zoeiras"), violência pontual e agressões sistemáticas que
efetivamente se enquadram como Cyberbullying.
Brincadeiras violentas: é
necessário frisar que há situações em que o tipo de brincadeira está no limiar
da expressão da agressividade entre pares. Por mais que sejam repreensíveis
pelos adultos, ou mesmo proibidas nos ambientes escolares, há situações que
podem ser consideradas apenas brincadeiras quando a resposta é sim para as
perguntas:
- Todos
estão se divertindo e gostando da brincadeira?
- A
brincadeira tem começo, meio e fim?
- Todos
têm o mesmo poder para escolher participar ou não?
- Há
regras e todos são iguais diante dos limites estabelecidos?
Se a resposta a uma dessas
questões é não, podemos dizer que não se trata mais de uma brincadeira e sim de
uma violência. Nesse caso, precisamos seguir com outras perguntas:
- Essa
situação foi pontual?
- As
mesmas pessoas são constantemente alvo das "zoeiras" e
agressões?
- São
alvos mesmo sem querer participar da brincadeira?
Em algumas situações, a
agressão, a humilhação ou a intimidação ocorre de forma isolada. Nesses casos
podemos considerar que não há um caráter sistemático e repetitivo, mas uma
violência pontual. Mesmo esse tipo de violência precisa ser rigorosamente
tratado pelas escolas e familiares, podendo gerar um conjunto de responsabilizações.
Na Internet, um dos
complicadores é justamente a dificuldade de algo ser pontual, pois uma vez no
formato digital, mesmo uma brincadeira fora de contexto pode se multiplicar,
persistir no tempo e atingir uma grande audiência rapidamente (“viralizar”),
gerando intimidação e humilhação de grande intensidade, caracterizando
Cyberbullying.
Ainda que sejam violências e precisem ser tratadas com seriedade, não são
exatamente Cyberbullying situações de:
- Episódio único de rejeição ou desagrado
- Ato isolado de desrespeito ou
aborrecimento
- Agressão ou intimidação aleatória
- Episódio de briga ou desentendimento mútuo
O fato de identificarmos uma
brincadeira violenta como diferente do Cyberbullying não diminui a gravidade
dos fatos e a necessidade de intervenção, porém ajuda a pensar em respostas que
sejam proporcionais e adequadas a cada caso. Devemos sempre buscar um caminho
de resolução pacífica dos conflitos para que haja algum aprendizado e não
apenas punições aos envolvidos.
Podemos enfatizar três aspectos centrais
que caracterizam tanto o Bullying quanto o Cyberbullying:
- Comportamento intencional de perturbar,
intimidar e/ou agredir;
- Repetição ao longo do tempo;
- Desequilíbrio de poder;
Trata-se de um problema mundial, muitas vezes subestimado
pelos adultos quando encarado como uma “brincadeira de crianças” ou “zoeiras
normais”. Cyberbullying não é brincadeira. Só existe brincadeira quando todos
os envolvidos se divertem. Quando há uma relação desigual de poder, em que uns
se divertem e outros sofrem e são maltratados, é preciso que os adultos tomem
uma providência.
O Cyberbullying não é um problema entre duas pessoas ou
apenas entre agressores e vítimas. Uma visão sistêmica sobre o fenômeno nos
ajuda a perceber e compreender suas manifestações complexas. Ele envolve não
apenas as pessoas, mas sempre tem um contexto e está relacionado a valores, a
normas e à cultura do local no qual ocorre.
https://cartilha.cert.br/fasciculos/senhas/fasciculo-senhas.pdf
https://internetsegura.br/desafios/
https://new.safernet.org.br/denuncie
Observações: Pode
realizar o seu registro no caderno ou portfólio

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