segunda-feira, 27 de julho de 2020

ATIVIDADE 10 - 7º A, B, C e D - PROFª GRAÇA

Professor (a): Graça Ramo

Turma: 7º A, B, C e D

Disciplina: Língua Portuguesa

Canal de resposta: email institucional (gracasramo@prof.educacao.sp.gov.br)

Prazo de envio:  até 31/07/2020

Período de envio:  27/07 à 31/07/2020


Leia o texto e responda às questões 01 e 02.

As propriedades do alho[1]

Kátia Pessoa

Dona Rosalie, professora de Ciências, iniciou sua aula, fazendo-nos mexer em dentes de alho, a fim de que tomássemos nota a respeito da espessura, do cheiro, do sabor e da cor.

Ela nos disse que os gregos já utilizavam esse alimento milenar como remédio, por possuir um composto chamado alicina, que melhora a saúde de quem o consome com frequência. A alicina também é responsável pelo seu odor característico.

“O alho, que pertence ao gênero Allium, possui magnésio, vitamina B6, vitamina C, selênio e fibras”, informou a professora.

Ao término da aula, fomos aconselhados a ingerir vários dentes de alho todos os dias, para evitarmos o mal de Alzheimer, reduzirmos o colesterol, combatermos viroses, desintoxicarmos o corpo e diminuirmos a canseira.

Eu, Isabella, a partir dessa experiência, me tornarei a melhor amiga dessa planta bulbosa

Questão 01

A finalidade principal desse texto é

(A)   relatar uma aula sobre as propriedades do alho.

(B)   fazer uma propaganda para aumentar o consumo de alho.

(C)   contar a história de como o alho se tornou um alimento milenar.

(D) revelar a experiência sobre o poder do alho no combate a viroses.

Questão 02

As palavras “o” e “seu”, destacadas no segundo parágrafo do texto, se referem a

(A)   alho.

(B)   odor.

(C) selênio.

(D) Alimento

 

Leia o texto e responda às questões 03, 04, 05 e 6.

História do teimoso

[...]. Há muito tempo, viveu um lavrador que era mais teimoso que a mulher do piolho! Depois de colher uma boa safra, ele precisava ir a Bom Jesus da Lapa para vender na feira. Um compadre seu, devoto de Bom Jesus, foi visitá-lo; a conversa girou em torno da lavoura e do bom tempo. Por fim, o lavrador disse ao compadre

─ Amanhã eu vou à Lapa vender umas coisas na feira e fazer a despesa do mês!

O outro, que era muito devoto, alertou:

─ Compadre, tem que falar assim: “se o Bom Jesus quiser, eu vou!”.

O lavrador respondeu:

─ Se Ele quiser, eu vou. E, se não quiser, vou do mesmo jeito!

O compadre saiu e o lavrador, como castigo, virou um sapo e ficou coaxando na lagoa por três meses. Quando o encanto passou, o homem achou-se precisado de ir à Lapa e, em conversa com o compadre, falou sua intenção.

O compadre novamente o advertiu:

─ Compadre, compadre, fala: “se o Bom Jesus quiser!”. Já se esqueceu do que lhe aconteceu?

O homem respondeu:

─ Esqueci não, compadre... Mas, eu vou, Ele querendo ou não. E, se não quiser, a lagoa é logo ali!

Questão 03

É uma característica do lavrador a

(A)   inocência.

(B)   desconfiança.

(C) desordem.

(D) Insistência.

Questão 04

A ideia de que o tempo passou está marcada em:

(A)   O compadre novamente o advertiu [...].

(B)   Há muito tempo, viveu um lavrador [...].

(C)   Esqueci não, compadre...Mas, eu vou [...].

(D) Amanhã eu vou a lapa vender umas coisas [...].

Questão 05

Em “Ele querendo ou não”, o pronome em destaque faz referência a quem?

(A)   Compadre.

(B)   Lavrador.

(C)   Bom Jesus.

(D)   Homem.

Questão 06

Há no texto, a ideia de que o lavrador

(A)   transformaria Bom Jesus da Lapa em um sapo.

(B)   foi a Bom Jesus da Lapa para vender a mercadoria.

(C)   jamais diria a expressão “se o Bom Jesus quiser!”.

(D)  Se esqueceu de pedir a companhia de Bom Jesus.

Leia o texto e responda às questões 07 e 08.

Nível fácil

Um matemático seguia em sua limusine para dar mais uma palestra de geometria simplética[2], quando seu motorista comentou:

-          Patrão, ouvi sua palestra tantas vezes que tenho certeza de que poderia fazê-la em seu lugar.

-          Impossível!

-          Quer apostar?

Ao chegar ao local, trocaram de roupa e o motorista foi para o palco, enquanto o matemático se sentou na última fileira. No fim da palestra, começou a sessão de perguntas e o motorista respondeu todas com precisão até que, a certo momento, um sujeito fez uma pergunta dificílima.

O motorista, muito calmo, disse:

- Meu jovem, essa pergunta é tão fácil que vou pedir para meu motorista responder.

Questão 07

Após a leitura do texto, entende-se que o motorista palestrante

(A)   não sabia responder à pergunta feita pelo jovem da plateia.

(B)   precisava revelar que seu patrão era o verdadeiro matemático.

(C)   não sentia que o matemático verdadeiro deveria falar um pouco.

mostrou nervosismo e lançou a pergunta para o patrão.

Questão 08

O trecho do texto que revela ser o narrador o responsável por contar a história é

(A)   “- Meu jovem, essa pergunta é tão fácil [...]”.

(B)   “Ao chegar ao local, trocaram de roupa [...]”.

(C)   “Nível fácil”.

(D)  “-Que apostar?”

Leia o texto e responda às questões de 10 e 11 .

Muito além do braille: como a tecnologia tornou a literatura mais acessível e interessante aos deficientes visuais

30 de novembro de 2016


Crédito: Marcello Casal Jr. /Agência Brasil

Por Tânia Carlos*, do Promenino, com Cidade Escola Aprendiz

*Colaborou Carolina Pezzoni

Vivem no Brasil, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE, mais de seis milhões de deficientes visuais. A deficiência visual abrange várias condições oftalmológicas, entre elas a cegueira, que atinge pouco mais de meio milhão de brasileiros.

Em 1854, quase três décadas após a criação do alfabeto em braille pelo jovem cego Louis Braille, o país teve sua primeira escola para deficientes, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, fundada pelo imperador Dom Pedro II. Após a Proclamação da República, o colégio passou a se chamar Instituto Benjamin Constant e, até hoje, é grande referência sobre o assunto no Brasil.

De alguns anos para cá, revolucionou-se o acesso dos deficientes visuais à educação, à leitura e à tecnologia. A ex-professora de literatura e revisora braille do Instituto Benjamin Constant, Virgínia Vendramini, relata que desde a década de 1960, com a popularização dos gravadores em fita cassete, muitos têm substituído a leitura em braille pela leitura falada. Hoje, as bibliotecas providas de acessibilidade para cegos oferecem mais livros falados do que em braille.

A Fundação Dorina Nowill para Cegos estima que apenas 10% dos deficientes visuais sejam alfabetizados em braille no Brasil. Contudo, é preciso

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lembrar que o braille ainda é importantíssimo para a alfabetização de crianças e para a inclusão de cegos na sociedade. “A impressão de informações em braille nas embalagens de remédios e nos elevadores, por exemplo, foi uma grande conquista dos deficientes visuais. O cego que é alfabetizado em braille, mesmo que não o utilize para ler livros, é mais independente”, explica Virgínia.

A modernidade trouxe aos cegos um outro sistema além do braille: o DAISY

Digital AccessibleInformation System [Sistema de Informação Acessível Digital, em português]. Ele une o que há de mais prático em usabilidade para que os cegos leiam, estudem e trabalhem em computadores, celulares e tablets. [...]

O livro inclusivo infantil

Quando Regina de Oliveira ficou cega, aos sete anos de idade, o que mais lhe fazia falta era ler. “Fui matriculada numa escola normal e naquela época não havia a acessibilidade que existe hoje. Quando não tinha mais nada novo para ler, eu repetia. Lia quatro, cinco vezes o mesmo livro.”

Hoje, Regina é coordenadora da Fundação Dorina Nowill para Cegos, que há quase 70 anos trabalha em prol da inclusão e da qualidade de vida de pessoas cegas e com baixa visão. Se antes Regina lia e relia os poucos livros em braille aos quais teve acesso, hoje ela vive cercada de obras concebidas pela Fundação.

Mas o que é um livro acessível para crianças? Regina explica: trata-se de um livro que pode servir à criança cega ou com baixa visão, à família, aos colegas de escola, ao professor. Esse livro é impresso em braille, mas em tinta também, com fonte ampliada, de forma que não apenas as crianças cem por cento cegas possam ler, mas também as com baixa visão. O livro inclusivo é pensado ainda para pessoas que enxergam, ou seja, para que todos leiam juntos. Além da edição em papel, existe também um CD com as audiodescrições das imagens e um audiobook, para quem quiser ouvir o livro narrado.

Bibliotecas inclusivas

A Biblioteca Pública do Paraná (BPP), em Curitiba, é pioneira quando o assunto é acessibilidade para cegos. Com um acervo de mais de 25 mil livros digitais, sendo dois mil em braille e três mil livros falados, tanto para crianças quanto para adultos, a BPP é considerada uma das maiores bibliotecas inclusivas do Brasil.

[...]

Em Maringá, o Projeto Visão de Liberdade trabalha pela múltipla inclusão: nele, detentos da Penitenciária Estadual de Maringá, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SEED), narram livros em áudio e produzem material didático em braille para a alfabetização de deficientes visuais.

Idealizada por Dorina Nowill, a Biblioteca Louis Braille do CCSP (Centro Cultural de São Paulo) também é referência no assunto. São dois mil livros em áudio, alguns deles também narrados por voluntários

Questão 10

Além do braille, a modernidade trouxe aos cegos o sistema

(A)   BPP.

(B)   SEED.

(C)   DAISY.

(D)   CCSP.

Questão 9

Nos trechos abaixo, a palavra ou expressão grifada, que dá ideia de lugar, está presente em:

(A)   “A impressão de informações em braille nas embalagens de remédios enoselevadores, por exemplo, foi uma grande conquista dos deficientes visuais.”

(B)   Após a Proclamação da República, o colégio passou a se chamar Instituto Benjamin Constant [...]”.

(C)   “Virgínia Vendramini, relata que desde a década de 1960, [...] muitos têm substituído a leitura em braille pela leitura falada.”.

(D) “Quando Regina de Oliveira ficou cega, aos sete anos de idade, o que mais lhe fazia falta era ler”.

ATENÇÃO!!!!!!!! ENVIAR AO EMAIL SOMENTE O GABARITO DESTA ATIVIDADE!!!!!

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