Professor (a): Graça Ramo
Turma: 9º A, B e C
Disciplina: Língua Portuguesa
Canal de resposta: (gracasramo@prof.educacao.sp.gov.br)
Prazo de envio: 23:59 do dia 31/07
Período de envio: 20/07 À 24/07/20
Material utilizado: Avaliação Bimestral
Leia o texto e responda às questões de 01, 02 e 3.
Texto I
As consequências de um crescimento insustentável
Percursos de desenvolvimento insustentável e falhas de governança têm afetado a qualidade e disponibilidade dos recursos hídricos, comprometendo a geração de benefícios sociais e econômicos. A demanda de água doce continua aumentando. A não ser que o equilíbrio entre demanda e oferta seja restaurado, o mundo deverá enfrentar um déficit global de água cada vez mais grave.
A demanda hídrica global é fortemente influenciada pelo crescimento da população, pela urbanização, pelas políticas de segurança alimentar e energética, e pelos processos macroeconômicos, tais como a globalização do comércio, as mudanças na dieta e o aumento do consumo. Em 2050, prevê-se um aumento da demanda hídrica mundial de 55%, principalmente devido à crescente demanda do setor industrial, dos sistemas de geração de energia termoelétrica e dos usuários domésticos.
As demandas concorrentes pela água impõem decisões difíceis quanto à sua alocação e limitam a expansão de setores críticos para o desenvolvimento sustentável, em particular, para a produção de alimentos e energia. A competição pela água – entre “usos” da água e “usuários” da água – aumenta o risco de conflitos localizados e as desigualdades são perpetuadas no acesso aos serviços, com impactos significativos nas economias locais e no bem-estar humano.
Uma retirada
excessiva é frequentemente o resultado de modelos antigos de uso de recursos
naturais e de governança, onde a utilização de recursos para o crescimento
econômico tem regulação deficiente e é realizada sem controle adequado. Os
lençóis freáticos estão baixando, com uma estimativa de que cerca de 20% dos
aquíferos do mundo inteiro estão sobre-explorados. A perturbação dos
ecossistemas, devido à intensa urbanização, práticas agrícolas inadequadas,
desmatamento e poluição está entre os fatores que ameaçam a capacidade do meio
ambiente de fornecer serviços ecossistêmicos, incluindo o provisionamento de
água limpa.
A persistência da pobreza, o acesso desigual ao abastecimento de água e serviços de saneamento, o financiamento inadequado e a informação deficiente sobre o estado dos recursos hídricos, seu uso e gerenciamento, têm imposto restrições à gestão desses recursos e à capacidade de contribuírem para o alcance de objetivos de desenvolvimento sustentável
Questão 01
No trecho “[...] desmatamento e poluição está entre os fatores que ameaçam a capacidade do meio ambiente de fornecer serviços ecossistêmicos que ameaçam a capacidade do meio ambiente [...]” (penúltimo parágrafo), o pronome relativo em destaque refere-se
(A) à poluição.
(B) a desmatamento.
(C) à ecossistema.
(D) a fatores.
Questão 02
O autor defende a ideia de que
(A) Há capacidade para o desenvolvimento sustentável, contribuindo para a igualdade de distribuição dos recursos hídricos.
(B) As práticas agrícolas e a poluição são fatores que contribuem para o aumento dos aquíferos do mundo inteiro.
(C) As demandas do setor industrial e dos usuários domésticos contribuem para a manutenção sustentável do meio ambiente.
(D) Há falta de sustentabilidade na administração dos recursos hídricos, contribuindo para a diminuição da aguá.
Questão 03
Em “[...] Uma retirada excessiva é frequentemente o resultado de modelos antigos de uso de recursos naturais [...]”, a palavra destacada pode ser substituída com o mesmo sentido de
(A) insustentável.
(B) exagerada.
(C) influenciada.
(D) Executada
Leia charge para responder a questão 4 e 5
Texto II
Disponível em:<http://www.ecodesenvolvimento.org/conteudo/colunas/joao-bosco/em-vez-de-multa-recuperacao-ambiental/images/JB.jpg>. Acesso em: 04 de janeiro de 2017.
Questão 04
Com a leitura da charge, entende-se que há
(A) falta de consciência para preservar a natureza.
(B) replantio de árvores nativas presentes na região.
(C) personagem obcecado por plantar árvores.
(D) Incentivo ao desenvolvimento sustentável.
Leia os Textos I e II e responda à questão 05.
Questão 05
Os Textos I e II
(A) tratam de soluções para a utilização dos recursos terrestres.
(B) descrevem um déficit global de água cada vez mais grave.
relacionam a falta de água ao crescimento populacional.
(C) relacionam a falta de água ao crescimento populacional.
(D) Apresentam o desenvolvimento insustentável do planeta.
Leia o texto e responda à questão 06.
Texto III
Brasil Debate
03/02/2017 15:01
Pobreza encurta a vida mais que obesidade, álcool e hipertensão
Javier Salas
Publicado no El País Brasil em 2-2-2017
A evidência científica é robusta: a pobreza e a desigualdade social prejudicam seriamente a saúde. No entanto, as autoridades de saúde não dão a esses fatores sociais a mesma atenção que dedicam a outros quando tentam melhorar a saúde dos cidadãos. Um estudo sobre 1,7 milhão de pessoas, publicado pela revista médica The Lancet, traz de volta esse problema negligenciado: a pobreza encurta a vida quase tanto quanto o sedentarismo e muito mais do que a obesidade, a hipertensão e o consumo excessivo de álcool. O estudo é uma crítica às políticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), que não incluiu em sua agenda este fator determinante da saúde — tão importante ou mais do que outros que fazem parte de seus objetivos e recomendações.
“O baixo nível socioeconômico é um dos mais fortes indicadores de morbidade e mortalidade prematura em todo o mundo. No entanto, as estratégias de saúde global não consideram as circunstâncias socioeconômicas pobres como fatores de risco modificáveis”, dizem os autores do estudo publicado pela The Lancet, cerca de trinta especialistas de instituições de prestígio como a Universidade de Columbia, o King’sCollege de Londres, a Escola de Saúde Pública de Harvard e o Imperial College de Londres. [...]
Questão 6
No texto, o autor defende a ideia de que
(A) a mortalidade prematura das pessoas independe do nível socioeconômico.
(B) as autoridades de saúde desconsideram a pobreza como fator de risco à vida.
(C) obesidade e hipertensão são os únicos fatores que prejudicam a saúde da população.
(D) alcoolismo e sedentarismo deixaram de ser preocupações para especialistas em saúde.
Leia o texto e responda às questões 07, 08 e 09.
Texto IV
USP desenvolve mapa colaborativo para medir terremotos no Brasil
Apelidado de “Sentiu aí?”, o mapeamento usa dados fornecidos pela população para entender até onde (e com que força) chegam os tremores de terra brasileiros
2017 começou com um terremoto. Um tremor que marcava 4.6 na escala Richter teve seu epicentro próximo da cidade de Belágua, no Maranhão. O tremor foi suficientemente forte não só para ser sentido na capital do estado, que fica há 90 km dali, como também a de um estado vizinho, mesmo com Teresina estando a quase 240 km de distância.
Não demorou para o assunto tomar a internet (Teresina e Terremoto viraram, quase que instantaneamente, alguns dos assuntos mais comentados do Twitter) – e é justamente usando a web que pesquisadores estão tentando entender a extensão desse tremor. O Centro de Sismologia[1] da Universidade de São Paulo está usando um mapa colaborativo para traçar o impacto do terremoto em que a cobertura não é tão grande. Então, esse tipo de ferramenta ajuda a cobrir esses buracos”, afirma Jackson Calhau, analista no Centro de Sismologia da USP.
Neste caso específico, a ferramenta foi ainda mais importante. A estação mais próxima do tremor, que fica em Rosário, há cerca de 100 km de Belágua, estava offline na hora do terremoto. E os primeiros dados chegaram justamente por causa dos moradores. “Essa estação funciona via satélite e por algum motivo, talvez por uma nuvem que passava na hora, ela parou de retransmitir por alguns minutos. Agora já conseguimos recuperar todos os dados, mas enquanto isso não acontecia, o mapa colaborativo nos ajudou a calcular onde era o epicentro do tremor. E agora, ele nos ajuda a refinar ainda mais os números”, conta Jackson.
A ferramenta funciona de maneira simples. No site a pessoa que sentir um tremor pede para reportar o evento. Depois disso uma série de questões simples são feitas: “Onde você estava ?”, “Em que horário?” [...]. Como ninguém tem um medidor de escala Richter na cômoda, os levantamentos ajudam os pesquisadores a saber em que áreas o impacto foi maior ou menor, calculando uma média das repostas de regiões próximas.
Mas não adianta nem tentar fazer uma graça e reportar terremotos falsos. A ideia é auxiliar o sistema principal, e não se guiar por ele. Dessa forma, as informações mentirosas são rapidamente percebidas. “A gente tem alguns parâmetros que já são bem conhecidos. Um sismo[1] com magnitude 2 não vai chegar a 400 km de distância, então a gente sabe que, se houver algum tipo de notificação desse tipo, foi outra coisa ou não foi nada”, afirma Jackson
O sistema ainda nos ajuda a lembrar que, na verdade, o Brasil não é tão imune assim a tremores. Só em 2016, tivemos 203 terremotos em terras tupiniquins, poucos tão fortes quanto o desta terça-feira. O Brasil está no centro de uma placa tectônica, mas isso não elimina os tremores por aqui. “Às vezes, a tensão das laterais da placa é liberada no centro. É justamente este o caso agora”, explica o analista.
Os pesquisadores precisam das informações fornecidas pela população para entender melhor nosso território, garantindo mais segurança para os próximos eventos. [...].
Questão 07
No trecho, “Mas não adianta nem tentar fazer uma graça e reportar terremotos falsos”, há marcas da linguagem
(A) formal.
(B) coloquial.
(C) regional.
(D) culta
Questão 08
No penúltimo parágrafo do texto, o autor utiliza a expressão “em terras tupiniquins”, para não repetir que o fato acontece
(A) em São Paulo.
(B) No Maranhão
(C) Em Teresina
(D) No Brasil
Questão 09
Em: “Hoje temos uma rede sismográfica no Brasil. São 80 estações atreladas a centros como a USP, o Observatório Nacional e a UnB, mas há locais em que a cobertura não é tão grande.” A conjunção em destaque traz ao período a ideia de
(A) oposição.
(B) explicação.
(C) Conclusão
(D) Adição
Questão 10
Disponível em:<http://bit.ly/2k4hEVE>. Acesso em: 18 de janeiro de 2017.
(A) No sertão as chuvas são abundantes e o verde escasso.
(B)O sertão é castigado pela seca por isso o garoto não conhece a cor verde.
(C) O garoto sofre de daltonismo.
(D) O texto e a imagem denunciam a falta de escolaridade das crianças sertanejas.
· ATENÇÃO!!!!!! ENVIAR AO EMAIL SOMENTE O GABARITO DESTA ATIVIDADE!!!!!!!!
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