Professor
(a): Solange Cabral de Deus
Turma: 8º D e E
Disciplina:Arte
Canal
de resposta: solangedeus@professor.educacao.sp.gov.br
solangedeus@prof.educacao.sp.gov.br
Prazo
de envio:Uma semana após a postagem
Período
de envio: 06/072020 à 10/07/2020
Tempo:
1h90m.
(EF69AR31)
/(EF08AR12) Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação
do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios
próprios.
BNCC:1,2,3,4,5,8,9
Objetivo:
Conhecer e interagir com brincadeiras manifestações de dança de matrizes indígenas,
africanas e afrobrasileiras.
Objeto
de Conhecimento: Processos de criação ● Improvisação e
criação em dança
Tema:Jogo,dança,
brincadeira.
Material
utilizado: Material escolar e do aluno (saco plástico, folhas de
papel amassadas, fita adesiva);
Apreciação1- https://www.youtube.com/watch?v=tsMUb31qBPU
https://www.youtube.com/watch?time_continue=32&v=BSmWU7bmU- c&feature=emb_logo2 https://www.youtube.com/watchv=NGojAYD7zi8
https://www.youtube.com/watch? v=dpY4ZTV7Fm0
Como
fazer uma Peteca
Encha
o saco plástico com as folhas de papel amassadas.
Amarre
a parte de cima do saco em volta de si mesma e prenda-o com fita adesiva, deixando um furo no meio.Espete
folhas compridas no furo, como se elas fossem as penas da peteca.mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/construir/204-peteca-de-papel-e-plastico
Peteca
é um brinquedo inventado, criado no Brasil... de origem Tupi e que significa
“tapear”, “golpear com as mãos também foi adaptado a esportes de redes a
atividades de habilidades motoras, espaciais e perceptivas.
Dança
das cadeiras.
Dança
das Cadeiras é um jogo/brincadeira realizado para o divertimento de um grupo de
pessoas, independente das suas idades. O jogo consiste numa roda de cadeiras e
outra de pessoas, sendo que o número de assentos deve ser sempre um a menos em
relação aos indivíduos participantes. Seguindo um comando o qual se parar os
participantes devem se sentar... Quem não conseguir uma cadeira, sai da
brincadeira.
A
atividade foi aplicada com a intenção de desenvolver as habilidades motoras, o
equilíbrio dinâmico, as percepções visual e auditiva e a noção espacial, além
da interação e equilíbrio com o socioemocional em experimentar em lidar com
frustração diante de uma jornada de competição.
Tarefas:
1.Reutilize alguns materiais
que você tem e crie um brinquedo.
2. Que tal brincar com Dança como a das cadeiras? Brinque e
depois conte como foi a experiência.
3.Reflita e responda as questões abaixo:
A.Quais
brincadeiras, jogos e danças você mais gosta?
B. Do
que você brincava quando era criança? Se lembram de alguma brincadeira, dança ou
jogo?
C. Vocês conhecem alguma dança, brincadeira ou
jogo com raízes indígenas ou africanas? Qual?
D. Você conhece alguma dança coletiva ou
individual com raízes indígenas ou africanas?
Qual?
E. Você acredita que brincadeiras infantis podem
gerar ideias para criar novos jogos e brincadeiras? Como?
F. Você
já tentou dançar diferente, um outro estilo, uma outra forma? Como foi?
G. Você
já viu ou participou de outro tipo de dança? Qual ou quais?
H. Você
já assistiu a uma disputa de jogos, brincadeiras e danças? O jogador podia
modificar a sequência se percebesse risco de perder acompetição?
I. O
que você pensa sobre regras neste campo?
Atividade
Investigar
e indicar a Matriz de cada brincadeira, jogo e dança, apresentados abaixo:
BRINCADEIRAS
Bolinha
de gude
Cabo
de guerra
Escravo
de jó
Kakopi
Mamba
Peteca
Pular
corda
Pular
elástico
Terramar
JOGOS
Barra
manteiga
Chicotinho
queimado
KameshiMpuku
Ne
Ikindene
Jogo
da onça
Labirinto
MbubeMbube
Queimada
Tobdaé
DANÇAS
COLETIVAS
Capoeira
Cateretê
Jongo
Kizomba
Ko/lá
San Jon
Kuarup
Maracatu
Toré
Ussuá
Pesquise sobre composição e processos de
criação em dança e brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras manifestações
de danças de matrizes indígenas, africanas e afro-brasileiras e propicie uma ação
neste contexto,descreva sobre estas temáticas criando ou produzindo uma
brincadeira, jogo ou dança, e sua origem, fonte da criação.
Orientações:
Nome
do canal. Projeto Território do Brincar - 3º Região - Território
Indígena Panará, Pará.Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Jt8-X5TGXo0>.
Acesso em: 03 dez. 2019.
Nome
do canal. Extras Waapa - Brincadeiras que mostram o brincar das crianças
que vivem às margens do Xingu. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watchv=SzIatKm3Mb0>. Acesso em: 03 dez.
2019
Brincadeiras
e jogos indígenas:
O
nome “peteca” – de origem Tupi e que significa “tapear”, “golpear com as mãos”
– é hoje o mais popular entre todos os nomes desse brinquedo tão conhecido no
Brasil.
Ainda
hoje muitas pessoas aguardam o tempo das colheitas para elaborar seus
brinquedos. Com as palhas do milho trançam diferentes amarras e laços e criam
petecas de vários formatos.
Conheça
alguns exemplos de petecas feitas pelos povos indígenas.
O
senhor Toptiro é cacique da aldeia Xavante Abelhinha, no Mato Grosso e costuma
dizer que uma única brincadeira por dia é suficiente para animar as crianças.
Para quem vive o tempo acelerado das grandes cidades, pode parecer incrível que
um grupo de crianças de 4 a 13 anos consiga permanecer ocupado um dia inteiro
com apenas uma brincadeira.
Só
a busca das palhas na roça já garante muitas aventuras no caminho.
Com
o material nas mãos, é preciso estar bem atento para fazer uma peteca. É
preciso ter tempo para olhar, tentar,errar, refazer e aprender.
O
senhor Toptiro exibe um sorriso maroto quando se vê rodeado por meninos e
meninas que acompanham suas mãos, ainda fortes, trançando o toda é – a “peteca”
dos Xavante. Além dos olhos e das mãos, o senhor Toptiro utiliza também um dos
dedos do pé. Amarra nele o fio de buriti, que esticado ajuda no acabamento em
espiral do fundo do brinquedo. Esse detalhe o diferencia de outros modelos,
como veremos a seguir.
Depois
de pronto, o brinquedo xavante está leve e ágil para ser usado em um jogo que
exige as mesmas habilidades dos participantes: leveza e agilidade.
jogo
peteca xavante
Essa
brincadeira indígena é muito parecida com uma partida de “queimada” – aquele
jogo de arremessar a bola no adversário – mas há algumas diferenças: troca-se a
bola por meia dúzia de tobdaés; não existe um campo definido por linhas no
chão; e, no lugar das duas equipes, dois adversários disputam a partida.
Cada
jogador começa a partida com uns três tobdaé nas mãos. Ao mesmo tempo em que
faz seus lançamentos, precisa fugir dos arremessos do adversário para não ser
queimado. Esse “corre e pega” só termina quando uma pessoa é atingida por um
dos tobdaé do outro. A pessoa “queimada” sai do jogo e dá a vez para um novo
jogador, e a disputa recomeça.
A
cada colheita do milho, as partidas recomeçam e, assim, trazem muita diversão
para as crianças xavante. Dos campos do cerrado do Mato Grosso, onde está
localizada a aldeia Xavante, às florestas de mata atlântica em São Paulo,
habitadas por comunidades indígenas Guarani, este brinquedo passa por várias
mudanças.
Mangá
é o nome dado pelos Guarani a esse brinquedo - o verdadeiro avô das petecas
encontradas principalmente no interior paulista.
A
palha do milho está dentro e fora do brinquedo. Recheia o interior, apóia o
fundo circular ao mesmo tempo em que amarra as penas com um laço forte e
resistente.
Existe
também o yó, um outro tipo de peteca que não é feito com a palha do milho, mas
com o sabugo partido ao meio. Duas penas de galinhas do mesmo tamanho são
cuidadosamente colocadas no centro do sabugo, dando ao brinquedo um movimento
giratório que imita as hélices de um helicóptero no ar. O desafio é ver quem
consegue jogar mais longe o seu yó.
Com
estes exemplos, vimos como alguns povos fabricam a sua própria peteca e
descobrimos que este brinquedo é tão popular entre os povos indígenas como
entre os não índios.
Os
Galibi do Oiapoque migraram da Guiana Francesa para o Brasil nos anos 50.
Originários da região do rio Mana, eles passaram a viver na margem direita do
rio Oiapoque, no norte do Amapá. A maior parte dos Galibi vive na Guiana
Francesa e lá são conhecidos como Kaliña.
PIAO
Os
meninos galibi, Valdo e Donato, tentam fazer, como o pai os ensinou, o pião da
semente da palmeira tucumã, que canta ao girar. Buscam primeiro as melhores
sementes, fazem alguns pequenos furos, limpam e raspam toda parte de dentro,
deixando-as totalmente ocas. Mas, infelizmente, os piões não giram e muito
menos fazem som. Sem sucesso, guardam os piões nos bolsos e esperam a chegada
da noite, quando o pai voltará da mata.
Miguel,
o pai, analisa o pião dos filhos e anuncia que ensinará novamente, mas precisam
esperar até a tarde do próximo dia.
Valdo
e Donato moram na aldeia São José, que tem oito casas de madeira, rodeadas de
mangueiras, cajueiros, cuias, jenipapo, tucumã, inajá, goiaba, entre outras
plantas. Ali moram poucas crianças, que se mostram à vontade com as
brincadeiras que aprendem na cidade de Oiapoque. Brincam com petecas e
papagaios, mas não deixam de aprender com os mais velhos alguns brinquedos, como,
por exemplo, o pião de tucumã.
No
horário marcado, Miguel, sem dar explicações, faz o seu pião na frente dos
meninos, que o observam e vão fazendo seus piões junto com o pai, sem falar,
perguntar ou pedir ajuda.
Deu certo! Todos os piões começam a rodar e zunir quase ao mesmo tempo.
jogando 2
A
algazarra traz de longe o Seu Geraldo, o senhor mais velho da aldeia que não
disfarça a alegria de ver seus netos brincando com aquele que era o brinquedo
preferido da sua infância.
Reúne
os meninos ao seu redor e conta como eram as disputas desse brinquedo na sua
infância: juntavam várias crianças, cada um com seu fane (nome desse brinquedo
na língua Kaliña), e uma única rede de dormir. Quatro delas seguravam nas
pontas da rede, deixando o tecido bem esticado. Todas as outras lançavam ao
mesmo tempo seus piões em cima da rede, iniciando um torneio de fane. O
objetivo do jogo era deixar o pião mais tempo rodando sem cair, ou sem ser
lançado para fora da rede.
Ouvindo
as histórias dos mais velhos, as crianças aprendem a fazer o brinquedo, que é
passado de geração em geração.
Brincadeiras
Africanas Terra-mar (Moçambique)
Uma
longa reta deve ser riscada no chão. De um lado se escreve “terra” do outro
“mar”. No início todas as crianças podem ficar do lado da terra. Ao ouvirem
“mar!”, todas devem pular para o lado do mar. Ao ouvirem “terra!”, pulam para o
lado da terra. Quem pular para o lado errado sai. O último a permanecer sem errar, vence.
Kudoda
(Zimbábue)
Os
jogadores sentam em um círculo. Colocam 20 bolinhas dentro de uma tigela. O
primeiro jogador tem uma bolinha e joga para o ar. Ele então tenta retirar
quantas bolinhas puder de dentro da tigela antes de pegar a bolinha atirada. Os
jogadores se revezam. Quando todas as bolinhas forem recolhidas, a pessoa que estiver
com mais bolinhas é o vencedor.
Labirinto
(Moçambique)
Com
uma pedra em uma das mãos, sem que o outro saiba, os jogadores colocam-se de
frente um para o outro. Na aresta inicial do labirinto, são colocadas duas
pedras diferentes, sendo uma de cada jogador. O jogador que tem a pedra estende
as mãos ao colega, tendo este que adivinhar em qual das mãos está. Se
conseguir, a sua peça é deslocada em uma aresta do labirinto. Caso contrário, a
peça do outro é que será movimentada. Este procedimento se repete até que a
pedra de um dos jogadores chegue até a última aresta e ganhe o jogo.
Katopi
(Uganda)
Todos,
menos o líder, sentam-se em uma linha reta ou em um círculo com suas pernas
estendidas, e cantam. Enquanto estão cantando, o líder aponta para cada uma das
pernas das crianças. Quando a música acaba, o líder está apontando para a perna
de uma criança, esta deve dobrar a perna. Quando ambas as pernas de uma criança
devem ser dobradas ela está fora. O último a ficar com uma perna estendida,
ganha.
GuteraUriziga
(Ruanda)
Equipamentos:
um grande aro (bambolê, roda de bicicleta, etc) e bastões (cabo de vassoura,
bambu, etc). Objetivo: lançar os bastões no aro e acumular mais pontos. Uma
criança é escolhida como líder. Todos os jogadores estão ombro a ombro em uma
linha reta, segurando suas varas. O líder rola o aro. Os jogadores tentam jogar
as varas através do aro em movimento.
https://mirim.org/como-vivem/brincadeiras
https://pib.socioambiental.org/pt/P%C3%A1gina_principal
Improvisação
em dança
Improvisar
significa fazer algo de forma repentina, sem ensaio prévio, sem preparação.
Mas, na verdade, precisamos combater a ideia de que a improvisação parte do
“vazio”. Ela precisa de muita preparação, estudos de movimentos e articulações.
A pessoa que deseja improvisar precisa explorar seu corpo em busca de
movimentos que fogem daqueles do dia-a-dia, percebendo que existem muito mais
opções de “dobradiças” em nosso corpo do que imaginamos a princípio. Quando
pensamos em movimentos, geralmente ficamos presos a movimentos habituais de
danças conhecidas, e não exploram todo o potencial docorpo. Vários exercícios,
como os propostos por Rudolf Laban, propõem aventurar se a conhecer seu
corpo através de movimentos simples como torcer, pressionar, chicotear, socar,
flutuar, deslizar, sacudir e pontuar. Enquanto se aventuram, vamos lembrando as
articulações que devem focalizar e realizar estes movimentos, tais como
pescoço, ombro, cotovelos, pulsos, falanges (dedos), cintura, joelhos, pés,
entre outros, além de explorar diversos níveis como alto (em pé), médio (na
altura da cintura) e o baixo (próximos ao chão), entre outras possibilidades.
Para uma improvisação profissional, é interessante ainda que o dançarino tenha
acesso a vários estilos diferentes de dança, desde a clássica, até a
contemporânea e as regionais, para que com todas estas informações
“registradas” em seu corpo, consiga executar uma situação de improvisação com
qualidade, fazendo uma mixagem de todos estes estilos e informações coletadas
em exercícios, criando através de sua poética, trazendo toda a intencionalidade
expressiva para sua apresentação. Desta forma, ela terá liberdade de escolha no
momento do improviso, repertório de movimentos (opções), percepção, terá
desenvolvido atenção ativa para ver o outro e sentir a hora de improvisar
junto, além de noções sobre espaço e composição.
Níveis na dança:
• Nível alto – foto 1 - São movimentos realizados em pé e aqueles feitos com os braços para cima
• Nível médio - foto 2 - São movimentos realizados com os joelhos flexionados, abaixado, ajoelhado ou sentado
• Nível baixo - foto 3 - São movimentos realizados no chão, como arrastar, deitar, rolar
https://escolaeducacao.com.br/dancas-africanas/
Links
Nome
do canal. COMO DANÇAR HIP HOP com Tiago Montalti | COMO IMPROVISAR | HIP
HOP FREESTYLE #Brownajuda. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=mzn-vKEuGNU>. Acesso em: 26 nov. 2019.
Observações:
Enviar devolutiva por meio
do canal de contato virtual.
Fonte: Adaptação do Material escolar do aluno
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