segunda-feira, 6 de julho de 2020

ATIVIDADE 7 - 8º D e E - PROFª SOLANGE

Professor (a): Solange Cabral de Deus

Turma: 8º D e E

Disciplina:Arte

Canal de resposta: solangedeus@professor.educacao.sp.gov.br

                            solangedeus@prof.educacao.sp.gov.br

Prazo de envio:Uma semana após a postagem

Período de envio: 06/072020 à 10/07/2020

Tempo: 1h90m.

 

(EF69AR31) /(EF08AR12) Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.

BNCC:1,2,3,4,5,8,9

 

Objetivo: Conhecer e interagir com brincadeiras manifestações de dança de matrizes indígenas, africanas e afrobrasileiras.

Objeto de Conhecimento: Processos de criação ● Improvisação e criação em dança

Tema:Jogo,dança, brincadeira.

 

Material utilizado: Material escolar e do aluno (saco plástico, folhas de papel amassadas, fita adesiva);

 

Apreciação1- https://www.youtube.com/watch?v=tsMUb31qBPU

                    https://www.youtube.com/watch?time_continue=32&v=BSmWU7bmU-                                    c&feature=emb_logo                                                                                                         https://www.youtube.com/watchv=NGojAYD7zi8

                   https://www.youtube.com/watch? v=dpY4ZTV7Fm0

            

Como fazer uma Peteca

Encha o saco plástico com as folhas de papel amassadas.

Amarre a parte de cima do saco em volta de si mesma e prenda-o com fita adesiva, deixando um furo no meio.Espete folhas compridas no furo, como se elas fossem as penas da peteca.mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/construir/204-peteca-de-papel-e-plastico

Peteca é um brinquedo inventado, criado no Brasil... de origem Tupi e que significa “tapear”, “golpear com as mãos também foi adaptado a esportes de redes a atividades de habilidades motoras, espaciais e perceptivas.

Dança das cadeiras.

Dança das Cadeiras é um jogo/brincadeira realizado para o divertimento de um grupo de pessoas, independente das suas idades. O jogo consiste numa roda de cadeiras e outra de pessoas, sendo que o número de assentos deve ser sempre um a menos em relação aos indivíduos participantes. Seguindo um comando o qual se parar os participantes devem se sentar... Quem não conseguir uma cadeira, sai da brincadeira.

A atividade foi aplicada com a intenção de desenvolver as habilidades motoras, o equilíbrio dinâmico, as percepções visual e auditiva e a noção espacial, além da interação e equilíbrio com o socioemocional em experimentar em lidar com frustração diante de uma jornada de competição.

 

 

Tarefas:

1.Reutilize alguns materiais que você tem e crie um brinquedo.

2. Que tal brincar com Dança como a das cadeiras? Brinque e depois conte como foi a experiência.

3.Reflita e responda as questões abaixo:

A.Quais brincadeiras, jogos e danças você mais gosta?

B. Do que você brincava quando era criança? Se lembram de alguma brincadeira, dança ou

jogo?

C.  Vocês conhecem alguma dança, brincadeira ou jogo com raízes indígenas ou africanas? Qual?

D.  Você conhece alguma dança coletiva ou individual com raízes indígenas ou africanas?

Qual?

E.  Você acredita que brincadeiras infantis podem gerar ideias para criar novos jogos e brincadeiras? Como?

F. Você já tentou dançar diferente, um outro estilo, uma outra forma? Como foi?

G. Você já viu ou participou de outro tipo de dança? Qual ou quais?

H. Você já assistiu a uma disputa de jogos, brincadeiras e danças? O jogador podia modificar a sequência se percebesse risco de perder acompetição?

I. O que você pensa sobre regras neste campo?

 

Atividade

Investigar e indicar a Matriz de cada brincadeira, jogo e dança, apresentados abaixo:

 

BRINCADEIRAS

Bolinha de gude

Cabo de guerra

Escravo de jó

Kakopi

Mamba

Peteca

Pular corda

Pular elástico

Terramar

 

JOGOS

Barra manteiga

Chicotinho queimado

KameshiMpuku Ne

Ikindene

Jogo da onça

Labirinto

MbubeMbube

Queimada

Tobdaé

 

DANÇAS COLETIVAS

Capoeira

Cateretê

Jongo

Kizomba

Ko/lá San Jon

Kuarup

Maracatu

Toré

Ussuá

 

Atividade 2

Pesquise sobre composição e processos de criação em dança e brincadeiras, jogos, danças coletivas e outras manifestações de danças de matrizes indígenas, africanas e afro-brasileiras e propicie uma ação neste contexto,descreva sobre estas temáticas criando ou produzindo uma brincadeira, jogo ou dança, e sua origem, fonte da criação.

 

Orientações:

Nome do canal. Projeto Território do Brincar - 3º Região - Território Indígena Panará, Pará.Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=Jt8-X5TGXo0>. Acesso em: 03 dez. 2019.

 

Nome do canal. Extras Waapa - Brincadeiras que mostram o brincar das crianças que vivem às margens do Xingu. Disponível em:  <https://www.youtube.com/watchv=SzIatKm3Mb0>. Acesso em: 03 dez. 2019

 

Brincadeiras e jogos indígenas:

O nome “peteca” – de origem Tupi e que significa “tapear”, “golpear com as mãos” – é hoje o mais popular entre todos os nomes desse brinquedo tão conhecido no Brasil.

 

Ainda hoje muitas pessoas aguardam o tempo das colheitas para elaborar seus brinquedos. Com as palhas do milho trançam diferentes amarras e laços e criam petecas de vários formatos.

Conheça alguns exemplos de petecas feitas pelos povos indígenas.

 

O senhor Toptiro é cacique da aldeia Xavante Abelhinha, no Mato Grosso e costuma dizer que uma única brincadeira por dia é suficiente para animar as crianças. Para quem vive o tempo acelerado das grandes cidades, pode parecer incrível que um grupo de crianças de 4 a 13 anos consiga permanecer ocupado um dia inteiro com apenas uma brincadeira.

Só a busca das palhas na roça já garante muitas aventuras no caminho.

Com o material nas mãos, é preciso estar bem atento para fazer uma peteca. É preciso ter tempo para olhar, tentar,errar, refazer e aprender.

 

O senhor Toptiro exibe um sorriso maroto quando se vê rodeado por meninos e meninas que acompanham suas mãos, ainda fortes, trançando o toda é – a “peteca” dos Xavante. Além dos olhos e das mãos, o senhor Toptiro utiliza também um dos dedos do pé. Amarra nele o fio de buriti, que esticado ajuda no acabamento em espiral do fundo do brinquedo. Esse detalhe o diferencia de outros modelos, como veremos a seguir.

Depois de pronto, o brinquedo xavante está leve e ágil para ser usado em um jogo que exige as mesmas habilidades dos participantes: leveza e agilidade.

 

jogo peteca xavante

Essa brincadeira indígena é muito parecida com uma partida de “queimada” – aquele jogo de arremessar a bola no adversário – mas há algumas diferenças: troca-se a bola por meia dúzia de tobdaés; não existe um campo definido por linhas no chão; e, no lugar das duas equipes, dois adversários disputam a partida.

Cada jogador começa a partida com uns três tobdaé nas mãos. Ao mesmo tempo em que faz seus lançamentos, precisa fugir dos arremessos do adversário para não ser queimado. Esse “corre e pega” só termina quando uma pessoa é atingida por um dos tobdaé do outro. A pessoa “queimada” sai do jogo e dá a vez para um novo jogador, e a disputa recomeça.

A cada colheita do milho, as partidas recomeçam e, assim, trazem muita diversão para as crianças xavante. Dos campos do cerrado do Mato Grosso, onde está localizada a aldeia Xavante, às florestas de mata atlântica em São Paulo, habitadas por comunidades indígenas Guarani, este brinquedo passa por várias mudanças.

Mangá é o nome dado pelos Guarani a esse brinquedo - o verdadeiro avô das petecas encontradas principalmente no interior paulista.

A palha do milho está dentro e fora do brinquedo. Recheia o interior, apóia o fundo circular ao mesmo tempo em que amarra as penas com um laço forte e resistente.

Existe também o yó, um outro tipo de peteca que não é feito com a palha do milho, mas com o sabugo partido ao meio. Duas penas de galinhas do mesmo tamanho são cuidadosamente colocadas no centro do sabugo, dando ao brinquedo um movimento giratório que imita as hélices de um helicóptero no ar. O desafio é ver quem consegue jogar mais longe o seu yó.

 

Com estes exemplos, vimos como alguns povos fabricam a sua própria peteca e descobrimos que este brinquedo é tão popular entre os povos indígenas como entre os não índios.

Os Galibi do Oiapoque migraram da Guiana Francesa para o Brasil nos anos 50. Originários da região do rio Mana, eles passaram a viver na margem direita do rio Oiapoque, no norte do Amapá. A maior parte dos Galibi vive na Guiana Francesa e lá são conhecidos como Kaliña.

 

PIAO

Os meninos galibi, Valdo e Donato, tentam fazer, como o pai os ensinou, o pião da semente da palmeira tucumã, que canta ao girar. Buscam primeiro as melhores sementes, fazem alguns pequenos furos, limpam e raspam toda parte de dentro, deixando-as totalmente ocas. Mas, infelizmente, os piões não giram e muito menos fazem som. Sem sucesso, guardam os piões nos bolsos e esperam a chegada da noite, quando o pai voltará da mata.

 

Miguel, o pai, analisa o pião dos filhos e anuncia que ensinará novamente, mas precisam esperar até a tarde do próximo dia.

Valdo e Donato moram na aldeia São José, que tem oito casas de madeira, rodeadas de mangueiras, cajueiros, cuias, jenipapo, tucumã, inajá, goiaba, entre outras plantas. Ali moram poucas crianças, que se mostram à vontade com as brincadeiras que aprendem na cidade de Oiapoque. Brincam com petecas e papagaios, mas não deixam de aprender com os mais velhos alguns brinquedos, como, por exemplo, o pião de tucumã.

No horário marcado, Miguel, sem dar explicações, faz o seu pião na frente dos meninos, que o observam e vão fazendo seus piões junto com o pai, sem falar, perguntar ou pedir ajuda.

Deu certo! Todos os piões começam a rodar e zunir quase ao mesmo tempo.

jogando 2

A algazarra traz de longe o Seu Geraldo, o senhor mais velho da aldeia que não disfarça a alegria de ver seus netos brincando com aquele que era o brinquedo preferido da sua infância.

Reúne os meninos ao seu redor e conta como eram as disputas desse brinquedo na sua infância: juntavam várias crianças, cada um com seu fane (nome desse brinquedo na língua Kaliña), e uma única rede de dormir. Quatro delas seguravam nas pontas da rede, deixando o tecido bem esticado. Todas as outras lançavam ao mesmo tempo seus piões em cima da rede, iniciando um torneio de fane. O objetivo do jogo era deixar o pião mais tempo rodando sem cair, ou sem ser lançado para fora da rede.

 

Ouvindo as histórias dos mais velhos, as crianças aprendem a fazer o brinquedo, que é passado de geração em geração.

 

Brincadeiras Africanas Terra-mar (Moçambique)

Uma longa reta deve ser riscada no chão. De um lado se escreve “terra” do outro “mar”. No início todas as crianças podem ficar do lado da terra. Ao ouvirem “mar!”, todas devem pular para o lado do mar. Ao ouvirem “terra!”, pulam para o lado da terra. Quem pular para o lado errado sai.  O último a permanecer sem errar, vence.

 

Kudoda (Zimbábue)

Os jogadores sentam em um círculo. Colocam 20 bolinhas dentro de uma tigela. O primeiro jogador tem uma bolinha e joga para o ar. Ele então tenta retirar quantas bolinhas puder de dentro da tigela antes de pegar a bolinha atirada. Os jogadores se revezam. Quando todas as bolinhas forem recolhidas, a pessoa que estiver com mais bolinhas é o vencedor.

 

Labirinto (Moçambique)

Com uma pedra em uma das mãos, sem que o outro saiba, os jogadores colocam-se de frente um para o outro. Na aresta inicial do labirinto, são colocadas duas pedras diferentes, sendo uma de cada jogador. O jogador que tem a pedra estende as mãos ao colega, tendo este que adivinhar em qual das mãos está. Se conseguir, a sua peça é deslocada em uma aresta do labirinto. Caso contrário, a peça do outro é que será movimentada. Este procedimento se repete até que a pedra de um dos jogadores chegue até a última aresta e ganhe o jogo.

 

Katopi (Uganda)

Todos, menos o líder, sentam-se em uma linha reta ou em um círculo com suas pernas estendidas, e cantam. Enquanto estão cantando, o líder aponta para cada uma das pernas das crianças. Quando a música acaba, o líder está apontando para a perna de uma criança, esta deve dobrar a perna. Quando ambas as pernas de uma criança devem ser dobradas ela está fora. O último a ficar com uma perna estendida, ganha.

 

GuteraUriziga (Ruanda)

Equipamentos: um grande aro (bambolê, roda de bicicleta, etc) e bastões (cabo de vassoura, bambu, etc). Objetivo: lançar os bastões no aro e acumular mais pontos. Uma criança é escolhida como líder. Todos os jogadores estão ombro a ombro em uma linha reta, segurando suas varas. O líder rola o aro. Os jogadores tentam jogar as varas através do aro em movimento.

 

https://mirim.org/como-vivem/brincadeiras

https://pib.socioambiental.org/pt/P%C3%A1gina_principal

 

Improvisação em dança

Improvisar significa fazer algo de forma repentina, sem ensaio prévio, sem preparação. Mas, na verdade, precisamos combater a ideia de que a improvisação parte do “vazio”. Ela precisa de muita preparação, estudos de movimentos e articulações. A pessoa que deseja improvisar precisa explorar seu corpo em busca de movimentos que fogem daqueles do dia-a-dia, percebendo que existem muito mais opções de “dobradiças” em nosso corpo do que imaginamos a princípio. Quando pensamos em movimentos, geralmente ficamos presos a movimentos habituais de danças conhecidas, e não exploram todo o potencial docorpo. Vários exercícios, como os propostos por Rudolf Laban, propõem aventurar se a conhecer seu corpo através de movimentos simples como torcer, pressionar, chicotear, socar, flutuar, deslizar, sacudir e pontuar. Enquanto se aventuram, vamos lembrando as articulações que devem focalizar e realizar estes movimentos, tais como pescoço, ombro, cotovelos, pulsos, falanges (dedos), cintura, joelhos, pés, entre outros, além de explorar diversos níveis como alto (em pé), médio (na altura da cintura) e o baixo (próximos ao chão), entre outras possibilidades. Para uma improvisação profissional, é interessante ainda que o dançarino tenha acesso a vários estilos diferentes de dança, desde a clássica, até a contemporânea e as regionais, para que com todas estas informações “registradas” em seu corpo, consiga executar uma situação de improvisação com qualidade, fazendo uma mixagem de todos estes estilos e informações coletadas em exercícios, criando através de sua poética, trazendo toda a intencionalidade expressiva para sua apresentação. Desta forma, ela terá liberdade de escolha no momento do improviso, repertório de movimentos (opções), percepção, terá desenvolvido atenção ativa para ver o outro e sentir a hora de improvisar junto, além de noções sobre espaço e composição.

 

Níveis na dança:

• Nível alto – foto 1 - São movimentos realizados em pé e aqueles feitos com os braços para cima

• Nível médio - foto 2 - São movimentos realizados com os joelhos flexionados, abaixado, ajoelhado ou sentado

• Nível baixo - foto 3 - São movimentos realizados no chão, como arrastar, deitar, rolar

https://escolaeducacao.com.br/dancas-africanas/

 

Links

Nome do canal. COMO DANÇAR HIP HOP com Tiago Montalti | COMO IMPROVISAR | HIP HOP FREESTYLE #Brownajuda. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=mzn-vKEuGNU>. Acesso em: 26 nov. 2019.

 

Observações:

Enviar devolutiva por meio do canal de contato virtual.

Fonte: Adaptação do Material escolar do aluno

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