CONTEÚDO
PROGRAMÁTICO
Professora Dra:
Ariella
Turmas:
2C, 2D, 2E
Disciplina:
SOCIOLOGIA
Canal de resposta:
ariellaaraujo@professor.educacao.sp.gov.br ou no Google Sala de Aula
Período de envio:
até 08/10/2020
Período de envio:
14/09 a 18/09
Plantão de dúvidas por
meio do e-mail, chat do CMSP e do Google Sala de Aula
2C: Quinta-feira das 21h20
às 21h50
2D: Sexta feira 20h50 às
21h20
2E: Quinta-feira das 20h20
às 20h50
Google Sala de Aula
Tutorial de acesso aqui anexado
Caso você tenha seguido
todos os passos e ainda assim sua turma não aparece, inserir os seguintes
códigos:
2C: 47azegf
2D: wzi7nke
2E:
q7egkh6
Material
utilizado
Aula
do Centro de Mídia e box resumo
Tarefa
Assistir a aula do CMSP, consultar o box resumo, e
responder as questões-roteiro da aula
Objetivo
Refletir
sobre a forma como a produção e cultura de massa influência padrões
comportamentais que acreditamos ser “naturais”, como a Moda. Estabelecer uma
reflexão crítica sobre um tema bastante atual, a chamada apropriação cultural.
Habilidades
(2,7)
Estabelecer
uma relação crítica sobre a apropriação de elementos para consumo de massa na
produção da identidade juvenil.
Orientações
1) Assistir as duas aulas de Sociologia do CMSP
Sobre Apropriação
Cultural, aula do dia 06 de agosto
Disponível em https://aulascentrodemidiasp.educacao.sp.gov.br/#!/midia?videoPlay=2006&id=41
Sobre Moda, aula
do dia 13 de agosto
Disponível em: https://aulascentrodemidiasp.educacao.sp.gov.br/#!/midia?videoPlay=2195&id=41.
2) Depois
de assistir as duas aulas (06 e 13 de agosto), responder as seguintes
questões-guia:
a) De
acordo com a aulas, o que seria apropriação cultural? Cite exemplos.
b) Como
Moda poderia ser definida?
c) As
professoras afirmam que moda muda ao longo da história e revela aspectos
culturais de uma dada época. Cite
exemplos e datas históricas que correspondem ao que elas citam. O que elas
revelam, que significados possuiam?
d) E
a moda na atualidade? O que ela revela ou que mensagem quer passar.
Observações:
Box-Resumo:
Na atividade 5, e na aula
do CMSP do dia 25 de junho vocês aprenderam um pouco com a noção de
cultura é entendida como desenvolvimento mental e
organizacional das sociedades; como um
todo complexo que inclui os conhecimentos, as crenças religiosas, a
arte, a moral, os costumes e todas as outras capacidades e hábitos que o homem
adquire enquanto membro da sociedade. É também compreendida como um fenômeno
essencialmente humano. Mas por que podemos dizer que é essencialmente humana e que, portanto, nos distingue dos animais?
Porque demanda algumas habilidades, como: 1) somos dotados da capacidade de
criar símbolos e significados; 2) somos dotados da
capacidade de transformamos o meio em que vivemos, ao contrário dos animais,
que apenas alteram seu comportamento
quando há modificações no ambiente que
os obriguem a isso; 3) somos capazes de transmitir a nossa cultura de geração
em geração dentro do grupo, devido a nossa linguagem, ou seja, a nossa
capacidade de falar.
Na aula do dia 02 de julho
você aprendeu sobre a diferença entre cultura de forma geral e a cultura de
massa, que também foi abordada na aula do dia 25. Distinto dos conceitos de
cultura popular (produzida pelas classes populares) e cultura erudita
(produzida pelas elites), a cultura de massa é um conceito que ao
contrário do que ele sugere não é produzido pelas massas (ou seja, por
uma grande quantidade de pessoas), mas para as massas. É quando
práticas, saberes e costumes das diferentes classes são transformados em
mercadoria. Há uma grande influência das
mudanças tecnológicas na produção cultural e na massificação de uma cultura de “gosto médio”, ou seja, quando esses
gostos, práticas e costumes de diferentes classes são produzidos
artificialmente para agradar determino público através chamada Indústria Cultural.
É essa indústria (conjunto de empresas
ligadas às classes dominantes) é a responsável
por produzir “cultura”.
Mas como produzir
artificialmente/industrialmente algo que surge das práticas cotidianas de
diferentes classes sociais? Isso acontece pela massificação de saberes e
padrões de comportamento que interessam às classes dominantes, para que sejam
adotados como referência pelas classes dominadas. É nesse sentido que a
propaganda e os meios de comunicação possuem um papel fundamental para difundir
e vender os produtos da Indústria Cultural e com isso estimular o consumismo,
tema da aula do dia 09 de julho do CMSP. Com essa aula, você aprendeu as
diferenças entre Consumo e Consumismo e como estão diretamente
ligados à cultura da nossa sociedade, também conhecida como sociedade do
consumo. O objetivo a partir da diferenciação desses dois conceitos O consumo
de forma geral é entendido como forma de satisfação das nossas necessidades básicas,
ou seja, sem consumir determinadas coisas e produtos não vivemos, como por
exemplo comida e água. Já o consumismo tem relação mais com a criação de
desejos do que com a satisfação de necessidades básicas. Por exemplo, sua
existência física não depende da aquisição do ultimo celular da moda,
compreende? O objetivo, a partir dessa
diferenciação dos conceitos, é fazer você refletir sobre as suas práticas de
consumo (saber distinguir entre “eu preciso” ou “eu quero”?). É nessa diferenciação que reside o “pulo do
gato”. Como essas necessidades secundárias são criadas em nós? As propagandas e
os meios de comunicação de massa tem um papel fundamental nesse processo, que
aprofundaremos melhor na atividade 14.
A aula do dia 16 de julho,
por outro lado, esteve voltada para a discussão de como esses produtos e
mercadorias são fabricados, ou seja, de forma massificada e sua relação com o
consumismo e a felicidade que acreditamos depender dela. Que o consumo faz
parte de toda e qualquer sociedade nós sabemos, mas o consumismo foi algo
induzido e criado com a formação do capitalismo, ao introjetar necessidades
criadas através dos meios de comunicação como Rádio, Televisão e Internet. O
consumismo também se tornou parte central das sociedades que vivenciaram a
industrialização, logo, não é universal. Outro problema decorrrente do
consumismo consiste na sua ligação com as propagandas. Por meio das propgandas
passamos a construir também uma falsa noção de felicidade. Por que falsa?
Porque ao comprarmos algum produto temos a impressão de que ficamos felizes.
Mas quando o produto não é mais novidade, essa sensação passa. Zygmunt Bauman
foi um autor que você aprendeu e que tratou melhor dessa discussão e
principalmente do paradoxo (contrassenso, algo que parece absurdo,
contraditório) presente nele, que é: o ao mesmo tempo em que vende a promessa
de satisfação, precisa mostrar ou fazer o consumidor acreditar que está
insatisfeito! Ou seja, a pessoa que compra o produto e logo é levada a pensar
que o outro produto é melhor e traria mais felicidade. A sociedade do consumo,
como ficou cunhado por Bauman, prospera, portanto, enquanto consegue tornar
perpétua a não satisfação de seus consumidores, que sempre acreditam que
precisam comprar mais e mais coisas.
Na aula do dia 23 e 30 de
julho foram discutidas a relação entre Juventude, Consumo e Arte. Como o
conceito de Juventude aparece ao longo da história até a atualidade, inclusive
em documentos oficiais. Foi discutido também como a identidade juvenil é formada a partir do
consumo, das propagandas e das redes sociais. Como os meios de comunicação
exercem forte influência no consumo dos jovens, voltados para além da dimensão
da mera satisfação das necessidades. O ato de consumir, para muitos jovens,
está ligada a construção da identidade, em associar compras à boa vida,
riqueza, status e felicidade. A “boa” aparência, assume, potanto, um caráter
central na formação dessas identidades. A arte também foi discutida como um elemento
de consumo por parte da juventude e na modelação de suas personalidades.
Já as aulas dos dias 06 de
13 de agosto tem como objetivo aprofundar as discussões anteriores sobre
produção em massa e consumismo e como isso influência na cultura e na criação
de comportamentos também massificados, como, por exemplo, no modo como nos
vestimos (a chamada Moda, em linhas gerais). As aulas também trabalharão algo bastante
conhecida na atualidade que é a apropriação cultural.
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